Empatia no trânsito

Não estamos falando de gentileza, nem de educação, nem de “bons modos”. A noção de empatia é muito mais rica. É empático aquele que é capaz de realmente se colocar na posição de seu semelhante. Quem sente as dificuldades do outro, age melhor. Age com senso de humanidade. E isso serve para o trânsito e para a vida.

Nosso trânsito é desigual: as ruas e estradas priorizam modais rodoviários enquanto pedestres se acotovelam em calçadas estreitas e ciclistas tentam fazer valer seu direito de transitar com um mínimo de dignidade nas vias. Já os motociclistas, esses são, muitas vezes, tratados como se fossem corpos estranhos que não têm tanto direito quanto as máquinas de quatro rodas.

Além de desigual, nosso trânsito é violento: 40 mil pessoas morrem por ano no Brasil. No Rio Grande do Sul, são em torno de 1,7 mil. Imagine se pegarmos esses números e acrescentarmos os feridos e os sequelados, além dos familiares e amigos das pessoas diretamente envolvidas nos acidentes. É uma cadeia de sofrimento que não podemos tolerar passivamente, e que só começará a mudar quando começarmos a nos colocar, pra valer, no lugar do outro.

Fica a dica!

Fonte: Detran/RS

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