É Natal, tchê!

Olá, amigos que apreciam este colunista que sempre procura trazer um pouco do nosso belo Tradicionalismo Gaúcho. Hoje irei relatar algumas características sobre essa data tão bela e significativa que é o Natal.

Nem sempre o Natal foi festejado à época estabelecida nos calendários contemporâneos. No século IV, o Papa Júlio I oficializou a data do nascimento de Cristo em 25 de dezembro. Mesmo antes da natividade, os dias finais de dezembro eram dedicados ao sol, já significavam festas, felicitações e trocas de presentes.

Atribui-se a São Francisco de Assis a criação do presépio (século XIII), os irmãos Franciscanos difundiram essa prática através da Europa, sendo introduzida no Brasil pelos jesuítas a partir de 1584.

Quanto à árvore de Natal, a primeira notícia a respeito data de 1605, em Estrasburguer, sendo de introdução alemã no nosso estado. E porque o pinheiro? Conta-nos a lenda que quando Jesus nasceu São José, que era carpinteiro, pediu a uma árvore um pedacinho de madeira para fazer o bercinho do nenê, a madeira era o umbu e recusou-se. Nossa Senhora disse-lhe então “Tu não vais prestar para nada” (realmente o umbu só presta para atrair raios). São José foi adiante e encontrou um pinheiro, fazendo-lhe o mesmo pedido, e o pinheiro deu a sua madeira, ficando assim abençoado.

Nós que cultivamos as tradições gaúchas não podemos ficar indiferentes às festas de Natal e a entrada do Ano Novo. Vários Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) organizam festas com apresentações de presépios vivos, corais, amigos secretos e até peças teatrais (a União Gaúcha fez uma linda peça teatral no ano de seu centenário – 1999 – com as crianças e jovens das invernadas artísticas, cuja filmagem ainda tenho). Lembramos as patronagens atuais a importância dessas festas de congratulações, mesmo sabendo das dificuldades inerentes ao final de ano.

Feliz Natal e um Ano Novo repleto de saúde e felicidade!