Olá, amigos e amigas que apreciam as colunas que escrevo sobre o tradicionalismo gaúcho, folclore, enfim, sobre assuntos ligados as nossas mais caras tradições gaúchas e até familiares. A coluna de hoje refere-se à declamação de poemas gauchescos.
A declamação, para um tradicionalista, serve como um recurso para expressar-se através do verso decorado, em ocasiões em que tenha necessidade de falar sobre tradição e gauchismo; os primeiros cuidados que aquele que queira usar a declamação como comunicação devem ser:
-Decorar bem a letra do poema;
-Declamar com firmeza;
-Declamar sempre em ocasiões próprias;
-Não exagerar nas gesticulações.
A seleção dos poemas é muito importante para evitar as seguintes situações:
-Declamar um poema de expressões rudes numa festa de crianças;
-Declamar um poema de sentido sexual quando vai homenagear uma moça;
-Declamar um poema de sentido humorístico num momento solene, podendo até ofender as autoridades presentes ao evento;
Vou aqui deixar dois exemplos de declamação que causam horror:
Uma prenda resolveu declamar “chimarrão” de Glaucus Saraiva e lascou: – Amargo doce que sorvo, num beijo em lábios de prata. Tens o perfume da mata molhada pelo sereno. E a cuia, seio moreno, que passa de mão em mão….e, nesse momento colocou as mãos sobre o seio; Outra – Um piazinho, filho de um tradicionalista fanático, foi mandado pelo pai para homenagear uma alta autoridade e, largado no salão como um potrilho xucro, se foi de dedo em riste em direção a autoridade, que já era bem idoso, lascou estes versos: – Cusco veio já sarnoso, e de rabo revirado…..
Imaginando o horror que ficou aquela autoridade, eu me despeço por hoje.
Até a próxima, tchê!



