
Aquele que é considerado — muito provavelmente — o maior escândalo da história política de Pelotas está completando meio século.
O resumo do mote do jubileu:
Era ano de eleição para prefeito, e a lei não previa reeleição. Ary Alcântara, ex-deputado e, então, atual chefe do Executivo de Pelotas pela Arena, estava muito bem avaliado, tinha boa equipe e seu vice, o conceituadíssimo médico Fuad Selaymen, era favorito para sucedê-lo.
No final da campanha, veio a público que o favorito estava sendo alvo de chantagem, que, desconfiado da polícia política (Dops), o próprio Fuad registrou queixa no quartel do Exército com o general, que era seu amigo, e que militares e civis montaram uma rocambolesca operação de contraespionagem e, depois de uma troca de tiros hollywoodiana, prenderam os “extorsionistas”, como eram chamados. Entre eles havia um agente secreto da ditadura militar. Fuad tinha razão!
Tudo foi gravado, filmado, fotografado e publicado nos jornais do Estado. Com tiroteios, Mavericks em desabalada carreira, Ford Galaxie idem, o caso Watergate Pelotense, como foi chamado, desarticulou o grupo político dos implicados, que, com toda a confusão formada, acabou dando força e união à oposição, que tinha seus méritos e ganhou a ajuda extra da confusão dos adversários. O MDB acabou vencendo a eleição em novembro.
Voltarei ao tema.



