
Uma obra realizada em janeiro deste ano para ampliar a estrutura física da bancada do PDT dominou as discussões na última sessão da Câmara de Vereadores de Piratini, realizada na segunda-feira (22).
Ocorre que, na reunião anterior, a vereadora Miriam Buchweitz pediu explicações ao presidente do Legislativo, Manoel Rodrigues, afirmando que ele havia contratado uma empresa fantasma para realizar o serviço e que, segundo sua avaliação, o valor de R$ 6.525,00 pagos pelo trabalho, estava muito acima do praticado pelo mercado.
O assunto ganhou as redes sociais e fez com que Rodrigues repudiasse o ato da colega, apresentando documentos que comprovam a licitude. O vereador acabou solicitando que a Comissão de Ética do Legislativo faça uma análise das acusações feitas pela parlamentar e não descartou punição para ela.
Em entrevista ao Jornal Tradição Regional, o presidente da Câmara disse estar surpreso, pois na sua visão, a acusação foi feita sem provas legítimas e aceitáveis. “Foi uma irresponsabilidade e um equívoco da vereadora Miriam, o que nos levou a ir em busca das provas e comprovar que o valor, já incluso o material utilizado, bem como a legalidade da empresa, atestam que tudo foi feito de forma correta, dentro da lei. Vamos tomar todas as providências através da Comissão que vai ouvir as partes envolvidas e chegará a uma conclusão. Ela poderá ter apenas que se retratar, mas também há a possibilidade de levar uma suspensão ou até mesmo perder o mandato”, explicou Rodrigues.
“Infelizmente, faltou ética para ela. Precisaremos moralizar a Casa novamente, pois a mesma está desmoralizada perante a comunidade, uma vez que tudo isso não corresponde a verdade”, assegurou o presidente.
Indagada pela reportagem, a vereadora não quis comentar o assunto.



