Piratini: Presidente e vice da ONG Amigo do Bicho pedem salário para exercer a atividade

Terezinha preside a ONG desde julho deste ano. (Foto: Nael Rosa/JTR)

As voluntárias da ONG Amigo do Bicho, responsável por atender os animais de rua em Piratini, querem que a Prefeitura pague um salário para que elas possam seguir executando o trabalho.

Segundo Terezinha Bonoto, que preside a organização, ela e Miriam Garcia, vice-presidente, estão pleiteando que o município seja responsável por remunerá-las para que consigam continuar a prestar o devido auxílio aos animais.

“É muito trabalho a ser feito e para isso precisamos de mais incentivo, de uma remuneração que entendemos ser mais do que merecida, afinal, não temos descanso nunca, inclusive finais de semana, isso quando não somos chamadas na madrugada para atender uma ocorrência. Então, somente por amor aos animais não é possível fazer este trabalho, temos que ganhar algo”, opina Terezinha.

Ela reclama ainda que muitas vezes precisam tirar dinheiro do próprio bolso para medicar cachorros e cadelas e que há um débito constante com a clínica veterinária, acionada em vários momentos para realizar as chamadas castrações, processo de esterilização dos animais recolhidos das ruas.

“Temos uma dívida permanente com a veterinária que faz os procedimentos sem que haja a necessidade de pagamento imediato, o que nos ajuda muito, pois são inúmeras as vezes que precisamos recolher cadelas no cio e estas precisam imediatamente serem levadas para a castração”, explica a presidente, que assumiu o cargo em julho.

Ela conclui informando que há um convênio com a prefeitura que repassa mensalmente R$ 10 mil para a compra de ração e pagamento de procedimentos médico-veterinário, mas que o mesmo está atrasado, o que tem dificultado o trabalho.

“O repasse está atrasado, inclusive acabou a ração e nossa dívida só aumenta. Então, além de colocar em dia, pedimos que o município também nos pague no mínimo um salário para cada uma e assim possamos dar continuidade as nossas ações”, concluiu.

Em resposta a reportagem, o prefeito Márcio Porto (MDB) disse que o pedido das ativistas será avaliado pelo setor jurídico para saber se tem embasamento legal. Quanto ao repasse mensal para a ONG, Porto disse que o mesmo foi feito nesta segunda-feira (18).

Reportagem atualizada às 14h51 para inclusão da resposta do prefeito de Piratini, Márcio Porto (MDB).

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