Piratini: Obra de calçamento da rua Jornaleiro Rural se transforma em problema para os moradores

Obras já duram seis meses e ocasionam diversos transtornos aos moradores. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Moradores da rua Jornaleiro Rural, no bairro Sinuelo, reclamam dos transtornos causados pela obra de calçamento da via e que é executada por uma empresa terceirizada, mas de responsabilidade da Prefeitura de Piratini.

Rita Oliveira de Farias, uma das residentes, classifica a situação como uma “bagunça”, pois segundo ela, desde fevereiro, quando as escavações para a instalação da tubulação começaram, todo dia surge um novo problema para resolver.

“Entre as situações que nos preocupam, está a escavação próxima aos postes da rede de energia elétrica. Recentemente um tombou, mas para a sorte de todos foi na madrugada, quando não havia movimento, pois se fosse em outro horário, poderia ter causado uma tragédia”, afirma a moradora.

Ela acrescenta que a situação é bem precária, já que, em virtude dos movimentos no solo realizados pela empresa, algumas casas já alagaram o que, em sua opinião, será uma constante se a rua não for rebaixada em determinados pontos, já que a mesma está no nível de muitas moradias.

“Eles estão fazendo algo para melhorar nossa qualidade de vida, mas se não rebaixarem a rua, será motivo para nos incomodarmos pelo resto da vida”, reclama.

A reportagem conversou com Daniel Farias, que hoje é secretário de Saúde, mas que até o mês passado ocupou a pasta de Desenvolvimento, Planejamento e Projetos, pelo fato de ele ter acompanhado o início dos movimentos na via, bem como o desenrolar da obra.

Farias disse que o local tem um problema sério de drenagem de água, o que demandou um cuidado especial com os trabalhos de saneamento para receber o que é gerado pelas chuvas quando estas caem em grande volume e isso dá a impressão que os trabalhos não andaram de forma satisfatória.

Outra situação inesperada foi a localização de pedras no terreno, o que ele garante, vai dificultar o pavimento, pois será necessário um estudo mais aprofundado para saber como estes obstáculos serão removidos.

“Além disso, tudo que foi citado, temos também problemas com relação ao nível das casas com o futuro calçamento, o que obriga outro estudo e estratégia para as moradias não sejam invadidas pela água, o que já ocorreu na última grande chuva que caiu no município”, externou Farias.

O engenheiro da Prefeitura, Marcelo Gonçalves, responsável pelo projeto de pavimentação, reforçou os inúmeros imprevistos que surgiram durante a execução da obra, como a necessidade de substituir a tubulação inicialmente pensada por uma de dimensão maior, o que, ele concorda, gerou transtornos ainda maiores, já que durante as escavações para a colocação dos tubos, a rede construída pela Corsan foi danificada em vários momentos, o que atrasou o planejamento inicial para esta fase.

Sobre os danos causados aos postes que sustentam a rede elétrica, Gonçalves explicou que estão situados junto a barrancos, que ficaram fragilizados com os procedimentos de alargamento da rua, necessário para que esta receba o calçamento.

“É um problema que pode ocorrer, mas é obrigação da empresa que executa a obra comunicar a concessionária que presta o serviço para que se encontre uma solução”, disse o engenheiro.

Ele finalizou falando da situação a ser resolvida quanto ao nível da rua em relação às moradias. Disse que, ao longo da Jornaleiro Rural, existem as duas situações: casas construídas abaixo do terreno, e outras muito acima, o que leva a Prefeitura a buscar uma saída que contemple a todos.

“Estamos tentando ajustar isso para que fique bom para todos. Vamos achar um meio termo. Entendemos todos os transtornos provocados, mas o prazo de execução é de um ano, cabendo ressaltar que a empresa também tem interesse em concluir a obra o mais rápido possível. Cabe a nós fiscalizarmos, mas saliento que estamos dentro do cronograma de execução”, conclui.

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