Piratini: Com câncer no rim, Bolinha pede a ajuda da comunidade para custear cirurgia

Devido às dores causados pelo tumor em um dos rins, Bolinha, que é pedreiro, está sem trabalhar desde o mês de novembro do ano passado. (Foto: Nael Rosa/JTR)

O pedreiro Alvair Melo Cortez, de 62 anos, popularmente conhecido em Piratini por Bolinha, é o mais novo caso que necessita da solidariedade da população para manter a esperança de permanecer vivo.

Ele, assim como o policial aposentado Selmar Farias Gomes, que recentemente recorreu às redes sociais para levantar mais de R$ 20 mil e assim extrair o órgão, está com o rim esquerdo tomado pelo câncer, doença que descobriu em novembro de 2023, o que o obrigou a parar de trabalhar.

“Não teve mais como buscar o nosso sustento. Sinto muita dor. Recorri ao Auxílio-Doença imediatamente à confirmação do câncer, mas somente consegui ser beneficiado com três meses e o valor só chegou no início de fevereiro”, relata Bolinha.

A esposa, Ione Corrêa Cortez, de 59 anos, afirma que eles só não passam fome devido às tantas doações de comida que recebem, pois, sem o marido trabalhar, a situação ficou muito complicada.

“Graças a Deus os armários estão lotados de alimentos, inclusive, é tanto que eu posso, se alguém quiser, dividir com outras pessoas. Somos frequentemente ajudados não só pelos irmãos da igreja evangélica a qual frequentamos, mas também por fiéis de outras igrejas”, revela.

Ela trabalha como cuidadora de idosos, o que permite ganhar R$650 mensais. A renda é complementada com outros R$700 por ser beneficiada com o Bolsa Família, valores que, somados, não são suficientes para custear a cirurgia de forma particular para o companheiro.

“Não reclamo, já que o dinheiro que entra todos os meses dá para pagar as contas da casa. Mas para que ele tire o rim, não dá, e temos pressa, pois os exames: tomografia a qual foi feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aqui no hospital de Piratini, e a ressonância magnética, feita em Pelotas  – e que uma irmã do Alvair pagou -, apontaram para necessidade urgente de retirada do órgão para que o outro rim, o direito, não seja também atingido”, explicou Ione.

Na tentativa de apressar o processo cirúrgico, Cortez disse que acionou a Justiça através da Defensoria Pública do município. Isso, segundo afirma, foi feito há no mínimo um mês, mas a resposta para seu caso ainda não foi dada.

“Meu caso também está na fila do SUS, o que deve demorar não sei quanto tempo para ter solução. Assim, nossa família já doou uma parte do que preciso e, somando tudo, temos R$ 4 mil. Tenho que conseguir outros R$ 14 mil para pagar a operação que será, se a comunidade me ajudar, realizada no Hospital da Unimed, em Pelotas. Por favor, colaborem com qualquer quantia”, apela o pedreiro.

As doações, que permitirão a Bolinha retirar o rim, podem ser feitas pela chave Pix que está no nome dele (53) 99938-5005

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