Em Piratini, profissional de Educação Física garante ter se encontrado como instrutor de trânsito

Educador físico se diz apaixonado pela função que exerce há 7 anos. (Foto: Nael Rosa/JTR)

Se todas as profissões passam primeiro pelo professor, todo motorista tem que obrigatoriamente antes se submeter ao instrutor de autoescola. E os ensinamentos de quem está sentado no banco do carona são fundamentais para quem está ao volante aprender a guiar um carro no complexo trânsito brasileiro.

Em Piratini, um desses profissionais é Alcione Sandi, de 34 anos, que aplica seus conhecimentos para capacitar quem decide enfrentar o desafio de conseguir tirar a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ele, que é formado em Educação Física, se declara apaixonado pelo ofício que já exerce há sete anos e que o fez largar a função de frentista de posto de combustíveis depois de ser influenciado por um amigo em 2016.

“Segui os conselhos desse amigo, busquei a formação de instrutor e não me arrependo, pois amo o que faço e entendo que me encontrei profissionalmente”, afirma Sandi.
Ele diz não ter noção de quantas pessoas já ensinou a conduzir um carro pelas ruas da Capital Farroupilha, mas entre elas, o instrutor lembrou-se de Fernanda Silveira, técnica de Enfermagem que foi uma de suas melhores alunas, tanto que na primeira tentativa no ano de 2020, conseguiu passar na prova com êxito.

“Fui eu quem escolheu o Alcione para ser meu instrutor, já que ouvi muitos comentários positivos de quem teve aula com ele e não me arrependo, pois ele é ótimo para ensinar e foi graças a sua paciência comigo e explicações detalhadas do que eu precisava fazer, que consegui minha CNH”, elogia Fernanda, que complementa:

“Para mim ele é um exemplo da profissão, uma vez que em minha opinião se faz necessário que a pessoa que está ali do lado esteja disposta a ensinar quantas vezes seja preciso e Alcione é dono de uma calma elogiável que deve ser destacada”.

O instrutor, que sempre se faz presente nos dias de prova prática, garante que se envolve emocionalmente com o resultado obtido pelos aprendizes, seja ele positivo ou negativo.
“Quando um aluno meu passa no dia do teste final com os avaliadores, é muito gratificante, já que isso significa que o ensinei bem. Mas quando não consegue eu fico triste e muito aborrecido, pois sei que ele ou ela é capaz e a não aprovação foi por um detalhe que certamente foi ensinado nas aulas, mas que por um motivo ou outro eles deixaram escapar. Me envolvo mais quando não dá certo, pois muitos deles acabam chorando por não terem conseguido, o que também me emociona”, revela.

Sandi garante que a temida baliza, parte em que somos testados a estacionar, não é a parte mais difícil da prova. Para ele, se posicionar da forma adequada na via é o grande desafio.

“Eu diria que de cada cem alunos que fazem autoescola, apenas uma parte muito pequena encontra dificuldade em estacionar da forma correta. Andar na via, principalmente as de sentido duplo, é uma grande dificuldade, pois tem o pedestre e ainda a sinalização que precisa ser obedecida. Circular com o automóvel na rua em dia de prova é o que leva ao grande número de reprovações”, finaliza.

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