
A família do jovem Patrick Ortiz Duarte, de 18 anos, está pedindo ajuda da população com o objetivo de arrecadar R$5 mil, valor do procedimento cirúrgico para que o estudante, que também é autista, possa fazer um procedimento que poderá impedir uma possível cegueira causada pela doença chamada ceratocone.
Neste domingo, 12 de maio, data em que é celebrado o Dia das Mães, a partir das 13h30, acontecerá um bingo beneficente na Sociedade Recreio Piratiniense (SRP) na tentativa de captar o valor necessário. “Sabemos que a data não é a melhor, mas é que a SRP tinha no momento. Após isso, só em julho. Não é muito dinheiro, mas não temos, afinal, quase tudo em relação à doença do nosso filho tem sido pago de forma particular, exceto as consultas que são pelo IPE. Através do SUS, nada. Assim, gastamos tudo que temos para dar melhor qualidade de vida a ele no que diz respeito ao autismo, e, desde os 15 anos, idade em que a ceratocone foi descoberta, também para evitar, sem sucesso, a perda da visão”, relata a professora Joseane Garcia Duarte, de 47 anos, mãe de Patrick.
Ela segue relatando as dificuldades financeiras que a família enfrenta que impedem de arcar com a cirurgia – fato que a fez dobrar a jornada de trabalho. “Eu trabalhava 20 horas, mas os gastos são tantos que pedi mais 20 e, mesmo assim, não tem sido suficiente. Estamos pedindo ajuda por não termos sequer um tostão guardado. Tudo que ganhamos tem sido investido no nosso filho”.
Patrick já perdeu 80% da visão do olho direito, e do esquerdo já se foi 20% da capacidade de enxergar.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ceratocone é uma doença genética rara, de caráter hereditário e evolução lenta. Sua principal característica é a redução progressiva da espessura da parte central da córnea, que é empurrada para fora, formando uma saliência com o formato aproximado de um cone. A doença se manifesta mais entre os 10 e os 25 anos de idade, mas pode progredir até a quarta década de vida ou estabilizar-se com o tempo. Pode, ainda, atingir os dois olhos de maneira assimétrica, ou seja, afetar mais um olho do que o outro.
A mãe diz estar ciente que o procedimento cirúrgico é a única saída para tentar estabilizar a doença, mas nenhuma garantia recebeu do médico especialista de que isso vá funcionar. “É possível, mas, infelizmente, por ser uma doença degenerativa, talvez não funcione. É a única saída que temos, portanto, se conseguirmos a ajuda das pessoas, vamos tentar”, finaliza Joseane.
As cartelas para o bingo custam apenas R$10. Para doações via Pix, a chave é o número do celular de Joseane: 53997079070.



