
Foi realizada, na terça-feira (13), uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Piratini para cobrar soluções da CEEE Equatorial em relação aos problemas de energia no município e região. A mobilização reuniu representantes de diversas cidades da região, membros do Judiciário, da Defensoria Pública e da população local.
A ação partiu dos vereadores Daniel Farias (MDB), Daniel Morales (MDB) e Sérgio Castro (PDT), que relataram o volume crescente de reclamações por parte da comunidade sobre a má qualidade no fornecimento de energia, o que causa prejuízos a todos.
O evento teve como objetivo tratar a série de quedas de energia que tem afetado diretamente o cotidiano da população e prejudicado o desenvolvimento econômico regional. Dados alarmantes sobre o desempenho da empresa foram apresentados durante a audiência. De acordo com a Agência Estadual de Regulamentação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (AGERGS), em 2023, apenas 34% dos conjuntos elétricos da CEEE Equatorial atenderam ao limite de DEC (tempo médio de interrupção), e somente 43% atenderam ao limite de FEC (número de interrupções). Os índices mínimos aceitáveis para 2024 são de 47% em ambos os casos, revelando um serviço bem abaixo dos padrões exigidos.
A situação é considerada crítica: a CEEE Equatorial ficou em último lugar no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) entre as distribuidoras de grande porte, com um desempenho Global de Continuidade (DGC) de apenas 1,17, no ano passado.
A audiência contou com a presença de representantes da alta cúpula da empresa, como o gerente de Obras e Manutenção da Regional Sul da CEEE Equatorial, Vinícius Marques Alfonso; o gerente de Serviços Técnicos e Comerciais, Deanes Guimarães Sousa dos Santos; o líder de Manutenção e Obras da unidade de Canguçu da CEEE Equatorial, Mauri Michelsen; e o consultor Diogo Morales.
Diante do cenário, os participantes exigiram: a apresentação imediata de um plano técnico de recuperação da rede elétrica; a divulgação dos dados de DEC e FEC específicos para Piratini; compensação financeira automática e justa para os consumidores prejudicados; compromisso público com metas objetivas e prazos definidos para a melhoria do serviço.
As lideranças políticas e comunitárias foram unânimes em declarar que a situação atual configura um verdadeiro descaso com os consumidores e deixaram claro que não aceitarão a continuidade dos problemas sem uma resposta efetiva da empresa.
*Atualizada às 11h40 do dia 15 de maio de 2025 para correção de informações



