Piratini: Projeto da Escola Viera da Cunha participará do Ciência Jovem em Pernambuco

Sob a orientaçao da professora, alunos cultivam hortas em casa. (Foto: Divulgação)

Um projeto da professora Mari Regina Rocha Janke, educadora de séries in iniciais da Escola Dr Vieira da Cunha, situada na zona rural de Piratini, é um dos selecionados para participar da Ciência Jovem, realizado anualmente em Pernambuco e promovido pelo Espaço Ciência, Museu vinculado à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Inovação do estado em questão.

O projeto, que envolve alunos do 5º ano, levou Mari a estimular o plantio, cultivo e o consumo de hortaliças nas propriedades onde residem os aprendizes, e antes de ser um dos escolhidos, também passou por duas etapas da Fecipampa, que é o evento do gênero da Universidade Federal do Pampa.

Para a professora, essa foi uma maneira de estabelecer vínculos com os estudantes que aprendem à distância, já que devido à pandemia, a rede municipal ainda não está com aulas presenciais.

“O Plantar, Colher e Conscientizar foi uma maneira de ficar mais perto deles, já que de fato só nos conhecemos pelo grupo de WhatsApp criado para o envio de conteúdo da escola. Eu não só mando as sementes que obtive numa parceria com a Emater,  mas acompanho todo o processo de plantio, germinação e de consumo consciente e sustentável”, explica  Mari, que destaca ainda a influência na formação de conceito por parte de seus alunos que plantaram os alimentos nos espaços disponíveis em suas residências, mesmo que nem sempre esses sejam são amplos como é comum para quem reside no interior.

“A aluna Flávia Gomes Rau, que vai apresentar o projeto para a banca de avaliadores em novembro com a ajuda do colega Luan Couto Lima, fez uma horta num pequeno espaço que tinha à disposição, provando com isso que o cultivo é possível desta maneira”, acrescentou.

Ela ressalta que a iniciativa tem proporcionado uma ampla discussão envolvendo o tema  e isso oportunizou criar vínculos com os alunos que ainda não teve a oportunidade de conhecer pessoalmente, o que não impede a motivação e participação ativa deles.

Quanto à expectativa relacionada à feira realizada em Pernambuco, a professora entende que essa deve ser uma oportunidade para as ainda crianças compartilharem o que aprenderam com todo o processo em um evento que também proporciona a divulgação do trabalho do educador.

“Nossa intenção é também divulgar o trabalho pedagógico, pois mesmo com todas as adversidades enfrentadas e o distanciamento que estamos vivendo é gratificante chegar até essa feira. Apenas desejo que meus alunos aproveitem esse momento, e compartilhem suas aprendizagens”, conclui.

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