Dia do Professor: a arte de ensinar desde a primeira infância em Piratini

Para Débora, ensinar é motivo de prazer, mas profissão precisa ser valorizada (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Há uma canção que diz: “do tijolo da olaria ao arranque do motor, tudo tem um professor”, aprendizado que começa com o conhecimento de vogais e consoantes nesse mundo de descobertas iniciado na educação infantil e ampliado logo a seguir, quando atinge a idade colegial e passa a ter educadores que não tem uma profissão, e sim uma missão, como escreveu o jornalista Alexandre Garcia.

Débora Manetti optou por ensinar ao escolher a Pedagogia e há 17 anos usa a lousa como o portal do conhecimento oferecido às crianças que através de seus ensinamentos dão seus primeiros passos no saber aprimorado ao longo da vida escolar.

“Prefiro ensinar os pequenos porque gosto desse abrochar, das descobertas deles aos serem encaminhados para a alfabetização. É a parte do ensino que eu acho mais bonita, o meu chão”, conta a professora que há dez anos integra o quadro do Instituto de Educação Ponche Verde e que fala com emoção por ver o resultado do seu trabalho que ela compara com alegrias e sentimentos que normalmente acometem os pais.

“Para mim é uma realização. É como a mãe ser chamada assim pela primeira vez ou como a satisfação de ver o filhos começar a andar”, amplia pedagoga, que concorda ser necessário buscar estímulos extras para continuar em sala de aula tal a desvalorização da categoria.

Ela tem uma filha de 21 anos que atualmente cursa Enfermagem e conta que nunca estimulou que esta seguisse seus passos e que se a primogênita ainda estivesse em fase de descoberta profissional, pensaria duas vezes em apoiá-la para que fosse uma educadora.

“É triste a nossa realidade. Ninguém seria um profissional se não tivesse passado por nós, mas infelizmente por uma questão política vivemos uma situação que somente por amor e respeito com quem precisa aprender é que continuamos plantando essa sementinha em quem poderá mudar o futuro aos escolher nossos melhores governantes e com isso transformar a atual realidade”, diz a professora.

“Os meus alunos me olham e dizem que querem ser como eu, o que me deixa com o coração cheio de felicidade, mas ao mesmo tempo penso no que vem pela frente no que diz respeito a nossa profissão. Se caso eles realmente optarem por serem educadores, será que serão valorizados e terão o mínimo de condições financeiras para sobreviver?”, questiona a professora, que tem pós-graduação em Psicopedagogia.

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