Vertente da Canção Nativa e Vertentinha encerram edição com premiações em Piratini

Festival reforça tradição nativista e revela novos talentos da música regional no sul do Estado. (Foto: Divulgação)

A 13ª Vertente da Canção Nativa e a 3ª Vertentinha foram encerradas no último fim de semana, em Piratini, com a divulgação dos vencedores após dois dias de apresentações no Centro de Eventos Erni Pereira Alves. O festival, um dos mais aguardados do calendário cultural do município, ocorreu na sexta-feira (20) e no sábado (21), estendendo-se até a madrugada de domingo, com transmissão também em formato online.

Voltada a compositores e intérpretes ligados à identidade cultural do Rio Grande do Sul e da região do Grande Pampa, a Vertente da Canção Nativa se consolida como um dos principais eventos locais ao promover tradição, revelar talentos e fortalecer a música regional.

As apresentações foram conduzidas por Laisa Meireles Nunes e Pedro Júnior da Fontoura ao longo das duas noites. Neste ano, a comissão avaliadora foi formada por Xirú Antunes, Negrinho Martins e Márcio Correia, responsáveis por definir os destaques do festival.

Após as apresentações das músicas finalistas, foram anunciados os vencedores da Vertente. Ao todo, dez composições disputaram a final, sendo oito da fase geral e duas da fase local.

A milonga “Um Beijo e Deus te Acompanhe” conquistou o prêmio de melhor letra. A canção tem letra de Lau Melgarejo, melodia de Matheus Leal e interpretação de Su Paz, que também recebeu o prêmio de melhor intérprete.

O segundo lugar e o prêmio de melhor melodia foram para “Lonjura”, com letra de Zeca Alves, melodia de Juliano Gomes e interpretação de Fabiano Bacchieri. Já o terceiro lugar ficou com “O que dizem essas Casas”, de Juca Moraes e Felipe Goulart, interpretada por Lu Sciavo, que também venceu na categoria de melhor composição sobre Piratini.

A canção “Seguimento” recebeu o prêmio de melhor arranjo. Já “Um Beijo e Deus te Acompanhe” foi novamente reconhecida como melhor letra, enquanto “Lonjura” conquistou o prêmio de melhor melodia.

Charlise Bandeira e Daniel Zanotelli foram eleitos os melhores instrumentistas. A música mais popular foi “Último Carroceiro”, interpretada por Jeferson Almeida.

Vertentinha destaca novos talentos e incentiva a preservação da música nativista entre as novas gerações. (Foto: Divulgação)

Na 3ª Vertentinha, dedicada às novas gerações, os vencedores na categoria mirim foram Davi Teixeira, com “Os Olhos do meu Cavalo”, em primeiro lugar; Isabella Tramontina, com “Poema não escrito”, em segundo; e Dhayra Cesarino, com “Boneca de Pano”, em terceiro.

Na categoria juvenil, Marina Silveira garantiu o primeiro lugar com “Terra e Gente”. Em segundo lugar ficou Catharina Muller, com “Um mate por ti”, e, em terceiro, Manuela Ramos, com “No galpão da minha infância”.

O festival encerrou mais uma edição reafirmando sua importância no cenário cultural local e mantendo viva a essência da música nativista em Piratini.