Especial JTR: Sindicato de Pinheiro Machado representa a força da agropecuária local

Gabriel Camacho está à frente do Sindicato há três anos

Falar em Pinheiro Machado remete instantaneamente à Feovelha, que neste ano completou 35 anos ininterruptos e uma oferta de qualidade e com genética melhoradora. Também não dá para desvincular o evento do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, que representa os médios e grandes produtores do município, com um total de 100 associados, conta o presidente Gabriel Camacho, que está à frente da entidade há três anos. Segundo ele, o momento é de transição, com novas eleições marcadas para o dia 29 de maio.

Apesar da redução no rebanho ovino, que há dez, 15 anos era de 11-12 mil animais e hoje não passa de três mil animais, a ovelha ainda é um bom negócio. A prova disso são os números da última Feovelha, realizada no mês de janeiro, que apesar da comercialização de um número menor de animais em relação ao ano anterior, contabilizou médias gerais 42% superiores a 2018.

De acordo com Camacho, Pinheiro Machado obteve o status de “terra da ovelha” em função da própria feira, que chegou a comercializar os maiores volumes de animais em relação a outras feiras nacionais. Mas as propriedades rurais de Pinheiro Machado têm bem mais do que ovelhas e uma das culturas que tem crescido significativamente, conforme o presidente, é a soja, que ocupa em torno de 10 mil hectares. “Os negócios na área rural são vistos pelo lado econômico e o que deixa de oferecer rentabilidade e até mesmo dá prejuízo é excluído nos campos e substituído por negócios mais rentáveis”, ressalta.

Segundo ele, a ascensão da soja se deve principalmente à vinda de produtores de fora, mais especificamente do norte do Estado. A agricultura hoje está bem diversificada e além da soja, podem ser encontradas lavouras de milho, cevada, trigo, pastagens de aveia, entre outros produtos, menos o arroz, que além de serem cultivados em terras planas exige bastante água.

No parque do Sindicato Rural são realizados também outros negócios, como a venda de bovinos e cavalos crioulos, por exemplo. Segundo Camacho, nota-se uma queda na quantidade de negócios por feira, o que atribui principalmente à abertura de outros canais de comercialização. Para o presidente, com as exportações de bovinos bom número de animais deixam de ser ofertados em feiras regionais.

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