
Um homem foi condenado a 22 anos, cinco meses e 15 dias de reclusão por estupro de vulnerável cometido contra a própria filha de nove anos em São Lourenço do Sul. A sentença foi publicada em 21 de maio, mas veio a público somente nesta terça-feira (10). A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Conforme apurado no processo, os abusos ocorriam na casa do réu, durante os fins de semana em que a criança o visitava. A investigação não conseguiu determinar quando o crime iniciou, mas as violências sexuais se estenderam até outubro de 2024. A materialidade e autoria dos abusos foram confirmadas por diversos elementos de prova, como o depoimento da vítima, laudos periciais e avaliação psicológica.
Na denúncia, o Ministério Público apurou que a criança era despertada durante a noite com as abordagens do acusado e diz ter sido ameaçada por ele, caso revelasse algo. A mãe afirmou ter notado mudanças no comportamento da filha após as visitas ao pai. “Estava visivelmente desconfortável após um final de semana que passara na casa do pai e que, quando questionada, contou que o genitor a havia abusado, e queixou-se de dor nas partes íntimas”. Familiares relataram ainda que, após os fatos, a vítima passou a ter episódios frequentes de choro e pesadelos, acordando assustada à noite com medo de que o agressor estivesse em seu quarto.
A promotora de Justiça Cristiana Müller Chatkin, de São Lourenço do Sul, destacou a gravidade do crime e a relevância da condenação. “O estupro de vulnerável, especialmente cometido por quem deveria zelar e proteger, é uma das mais brutais formas de violação dos direitos da criança. Essa condenação representa não apenas a punição de um agressor, mas também um recado claro de que a sociedade não tolera esse tipo de violência. É fundamental que casos como este sejam denunciados”.



