
Uma das atrações mais concorridas da Expofeira Pelotas ganha este ano novo endereço no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, onde de 3 a 9 de outubro será realizada a 96ª edição do evento. A Feira da Agricultura Familiar terá por local o pavilhão Jorge Gertum, onde também serão realizados shows que integram a programação cultural da Expofeira.
A Feira da Agricultura Familiar estará aberta ao público a partir de quarta-feira (5), e vai funcionar das 10h às 20h até domingo (9). No novo espaço, a Agricultura Familiar também aumenta de tamanho. Neste ano serão 43 expositores que ocuparão 40 bancas, contra 30 da edição 2021. “A estrutura nova reforça a importância da agricultura familiar na nossa Expofeira e o apoio da Associação Rural”, diz o engenheiro agrônomo e técnico da Emater, Renato Cougo.
Ele diz que dos 43 expositores desta edição, a décima da Agricultura Familiar na Expofeira, 40 são de Pelotas e região, de municípios como Rio Grande, Tavares, São Lourenço do Sul, Cerrito, Pedras Altas, entre outras, que estarão oferecendo seus produtos diretamente ao consumidor.
Haja produtos. São embutidos, bebidas como sucos, cachaças e vinhos, laticínios, como queijo e iogurte, grãos, hortaliças, frutas, doces, geleias, pães, cucas – enfim, tudo o que pode ser encontrado em um autêntico café colonial. Mas não apenas isso.
Da região de Bagé estão confirmados expositores que irão trazer charque bovino. De Morro Redondo chegará uma floricultura rural e expositores de vários municípios comparecem com artesanato feito com matéria-prima agropecuária, como lã, bambu, madeira e escama. Duas bancas irão oferecer artesanato indígena de aldeias localizadas na região de Pelotas.
Olhar associativo
Cougo chama atenção também para o olhar especial para as ações cooperativistas e empreendimentos associativos nesta edição da feira da Agricultura Familiar na Expofeira.
Ele cita a presença, por exemplo, da Coopamb, do Monte Bonito, interior de Pelotas, bastante conhecida por sua produção na área da olericultura e da fruticultura. Nesta edição, vai oferecer produtos in natura, algo que segundo o técnico da Emater não se encontra nem em feiras consolidadas da agricultura familiar, como Expointer, em Esteio, e Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (Norte do Estado). “Foi um sucesso na Fenadoce, se tornou, durante o evento, o principal fornecedor dos bares e restaurante da praça da alimentação”, disse Cougo.
Também estarão presentes as agroindústrias Coopava, de Piratini, com laticínios, Mãe Natureza, de Pedras Altas, também com laticínios e ambas originárias de assentamentos da reforma agrária, e União, de Canguçu, cooperativa reconhecida pela forte produção na área de grãos e sementes.
O visitante também vai encontrar ovos produzidos por aves livres de gaiola (Agroindústria Renascer, de Pelotas), dois empreendimentos, de Cerrito e São Lourenço do Sul, especializados na fabricação de mel, e até frango colonial, da Agroindústria Bertinetti e Peil, de Canguçu – outra que também teve repercussão na última Fenadoce. “Quem poderia imaginar que as pessoas iriam se dispor a sair do Centro de Eventos com frangos congelados”, pergunta Cougo. “Pois saíram, e não foram poucas”, aponta
Expectativa
De acordo com o técnico da Emater, a expectativa dos expositores quanto ao faturamento nesta 96ª Expofeira Pelotas é a melhor possível. Em todos os eventos no período pós-pandêmico, o faturamento ultrapassa expectativas. Na Expointer, por exemplo, foram mais de R$ 8 milhões em venda para pouco mais de 350 empreendimentos. “Isso é muito representativo para as famílias em termos de sucessão familiar e para o próprio setor em relação à geração de emprego e renda”, diz.



