
Durante live realizada pelo Instagram na tarde desta quarta-feira (7), a ex-prefeita de Pelotas e atual secretária-executiva de Relações Institucionais do governo do Estado, Paula Mascarenhas (PSDB), lembrou a marca de um ano desde as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Na transmissão, Paula lembrou a criação da Sala de Operações, em Pelotas, estrutura emergencial inaugurada na época para monitorar áreas de risco e informar a população sobre o avanço das águas no município.
Segundo Paula, dentro dos próximos dias, o período será lembrado por meio de uma série de vídeos que serão publicados em suas redes sociais. A gestora garantiu que o objetivo não é reviver a tragédia, mas exaltar a união e a resiliência demonstradas pela população durante o período.
Atuando hoje no governo Eduardo Leite (PSDB), Paula ressaltou que o atual cargo permite acompanhar de perto questões que já vinham sendo tratadas em sua gestão como prefeita. Um dos principais focos tem sido a busca por recursos e soluções para evitar que eventos climáticos extremos voltem a causar os mesmos danos. “O governo do Estado abriu um edital dentro do Plano Rio Grande para que os municípios atingidos apresentem propostas não apenas para reconstrução, mas também para resiliência, ou seja, preparação para eventos futuros”, destacou.
Nesse contexto, técnicos do Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas (Sanep) desenvolveram um projeto voltado ao fortalecimento do sistema de macrodrenagem do Laranjal. A proposta inclui a construção de um sistema de drenagem mais robusto, com obras complexas e que exigem desvio de cursos d’água e investimentos financeiros expressivos. O objetivo, conforme a secretária, é garantir maior segurança às casas situadas na região. Neste sentido, dentro do edital, Pelotas foi uma das cidades contempladas em anúncio feito em novembro de 2024, recebendo recursos tanto para a implantação do novo sistema de macrodrenagem quanto para o reforço do dique (talude) do Laranjal.
Integrante do Comitê Gestor do Plano Rio Grande, Paula anunciou que já existem R$ 8 bilhões reservados para projetos de recuperação e preparação frente às recentes emergências climáticas que atingem o Estado. Além da estrutura administrativa, o plano conta com o apoio de um comitê científico, que reúne especialistas de diversas regiões e instituições do Rio Grande do Sul.
Os projetos, conforme foram apresentados pelas prefeituras no edital, estão em análise e todos os recursos necessários para reforçar as obras já existentes serão repassados diretamente às administrações municipais. De acordo com Paula, o modelo adotado é o de repasse “fundo a fundo”, no qual o valor sai do caixa estadual e entra em uma conta específica de cada Prefeitura, vinculada ao Fundo da Defesa Civil. A partir disso, os municípios estão autorizados a realizar as licitações das obras necessárias.



