
Retornando mais uma vez a Pelotas, em uma história de mais de uma década de participações na Fenadoce, o empresário Mainard Santos aposta em uma proposta mais ousada e cuidadosamente planejada. À frente de uma das atrações mais queridas do público da feira, ele trouxe para esta edição um novo parque: o Planet Park. Com brinquedos redesenhados, ambientação inspirada na Disney e foco no público familiar, a mudança marca uma nova fase nos negócios de Santos, que viu na feira pelotense uma oportunidade de reinvenção.
“Esse é um público diferente. É um povo educado, acolhedor, que vem em família. Pelotas tem um perfil que encanta, e isso nos motiva a qualificar cada vez mais”, afirma o empresário, natural de Caxias do Sul. Segundo ele, a escolha por reformular o parque veio de uma leitura do perfil do público da feira. “A Fenadoce não é um evento de capital, de agitação. É um evento familiar, cultural, e nós procuramos entregar um parque à altura disso”, afirmou.

Esta é a primeira vez do Planet Park na Fenadoce. A decisão de trazer a unidade – pensada para atender as capitais – para Pelotas surgiu após as análises de Santos e suas percepções sobre a grandeza e potência do evento. Entre as novidades deste ano, está uma torre de queda livre – inédita no evento –, além de uma nova proposta estética com as bilheterias tematizadas, contando com elementos visuais que remetem à magia dos parques internacionais. “Tem muita iluminação em LED, muita cor, muito cuidado com a ambientação. À noite, o parque fica lindo. É um outro nível de experiência para quem visita”, garantiu Santos.
Atualmente, frente às dificuldades envolvendo crises econômicas e climáticas, o empresário revela que tomou a decisão de descontinuar um de seus parques e qualificar os restantes. “Hoje, prefiro qualificar do que só rodar. Estamos com duas unidades em operação ao invés de três, porque está mais difícil manter a mão de obra e atender a todas as exigências legais. Mas quem se estrutura e entende o mercado, permanece”, explicou.

Mesmo enfrentando contratempos, o otimismo do empresário se mantém. Ele relembra 2024, quando a Fenadoce superou as expectativas dos organizadores – mesmo sendo adiada por conta das enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul. “Foi uma feira que surpreendeu. A marca é muito forte e bem conduzida. Isso é mérito da CDL que organiza tudo com muito profissionalismo”.
Nesta edição, a feira acontece novamente no mês de julho, coincidindo com o período de férias escolares. Esse fator, na visão de Santos, favorece o movimento. Ainda mais com as ações da CDL para estudantes de escolas públicas que visitam a feira em excursões organizadas pelas instituições. Esses jovens podem acessar a Fenadoce, e recebem um vale-doce e um ingresso para brincar em uma das atrações do parque de diversões. “A feira tem essa contrapartida muito bonita. Isso qualifica ainda mais o evento. É uma marca que vai além da venda. Ela entrega experiência e inclusão”, acrescentou Santos.

Enaltecendo a movimentação econômica e turística que o evento promove, Santos revela o interesse de moradores de outras regiões do Estado em conhecer a feira. “Tem muita gente da Serra e de Porto Alegre que me pergunta sobre a Fenadoce. É um roteiro que virou destino. As pessoas vêm pra cá, aproveitam a feira e ainda esticam até Jaguarão, Uruguai… A região inteira ganha”, relatou.
Ao fim da conversa, Santos resume seu sentimento em uma palavra: gratidão. “Nós chegamos aqui, vindos de uma capital com dois milhões de habitantes, e estamos muito contentes. Porque a Fenadoce é diferente. É acolhedora. É forte”, conclui.



