Pelotas: Sanep aposta em mercado livre de energia para reduzir gastos

Sistema foi adotado recentemente na ETA Moreira. (Foto Luiza Meirelles)

Economia e sustentabilidade são termos frequentemente associados à energia elétrica, principalmente agora, quando o insumo se faz tão presente e necessário à vida moderna e às atividades humanas atuais. Na rotina do Sanep, por exemplo, ela tem papel vital no funcionamento de serviços essenciais, inclusive no abastecimento de água. As unidades que compõem esta rede, como estações de tratamento (ETAs) e reservatórios, são as maiores consumidoras de energia na autarquia e, consequentemente, o motivo pelo qual ela tem buscado alternativas para a redução de gastos.

Uma das respostas foi encontrada no Mercado Livre de Energia, um formato relativamente recente no país, que se diferencia do Mercado Cativo – o tradicional – por permitir a escolha do fornecedor e da quantidade de energia usada, possibilitando maior flexibilidade na hora da compra, melhor previsão orçamentária e economia de custos. A diretora-presidente do Sanep, Michele Alsina, explica que o sistema já foi adotado em três das quatro ETAs do município: Santa Bárbara, Sinnott e Moreira.

“Em um ano e meio, alcançamos uma economia de aproximadamente R$ 2,6 milhões a partir da migração para o Mercado Livre. É um resultado extremamente satisfatório, que nos dá segurança para seguir apostando nesta modalidade de compra de energia”, afirma a gestora, indicando a ampliação do formato para outras 11 sedes do saneamento pelotense.

Projeção de mais economia

Com edital de licitação em processo de elaboração para incluir as outras unidades, o Sanep projeta uma economia de mais R$ 2,4 milhões até dezembro de 2024. A tendência de expansão é evidenciada também em território nacional: regulamentado pelo Ministério de Minas e Energia em 2019, a partir da Portaria nº 465, o Mercado Livre de Energia registrou crescimento em 23 estados brasileiros no primeiro semestre de 2022, comparado a janeiro, de acordo com boletim divulgado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel).

“É importante acompanhar essa evolução do mercado energético, sobretudo, quando as alternativas estão associadas à redução do consumo, à sustentabilidade do meio ambiente e à economia de verbas públicas”, assinala Michele. A diretora-presidente destaca que a opção pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL) também corresponde ao objetivo da autarquia de encontrar caminhos mais sustentáveis nas suas atividades operacionais, o que complementa iniciativas como o projeto Óleo Sustentável e a ampliação da coleta seletiva para 100% da cidade.

Atenção aos indicadores

Neste processo migratório, o Sanep conta com a Gebras – empresa vencedora de processo licitatório – para gerenciar a energia consumida em seus prédios e equipamentos, priorizando a redução de consumo. Na prática, isso significa que o consumo é monitorado ininterruptamente, viabilizando subsídios técnicos para anular possíveis desperdícios e readequar processos, a fim de atingir uma maior eficiência energética. No caso da autarquia, apenas o fornecimento é adquirido pela via da ACL, mantendo a distribuição pelo Mercado Cativo. Desta forma, o acesso à aquisição de energias renováveis, como solar e eólica, por exemplo, é oportunizado.

Ampliação

As outras 11 unidades consumidoras que passarão a contar com energia adquirida no Mercado Livre são: reservatórios de água R5 (Fragata), R8 (Areal) e R15 (Laranjal), booster (pressurizador de água) da avenida Dom Joaquim, Casa de Bombas Castilho, Reator Anaeróbio de Leito Fluidizado, Usina de Recalque do Arroio (URA) Pelotas, captação do R15, escritório e manutenção, filtros rápidos e prédio da Tamandaré.

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