
A assinatura do convênio entre o Pelotas Parque Tecnológico e o Rampa Innovation Hub marca um novo capítulo no desenvolvimento do ecossistema de inovação da região. O acordo foi celebrado como um momento estratégico para consolidar a cooperação entre instituições que compartilham objetivos comuns e atuam no mesmo ambiente de ciência, tecnologia e empreendedorismo.
Para Edgar Mattarredona, diretor técnico científico do Pelotas Parque Tecnológico e professor do IFSUL, a parceria representa muito mais que um ato institucional. “Essa assinatura vem fazer uma consolidação de uma visão compartilhada sobre o futuro da nossa região, um futuro que se baseia na ciência, na tecnologia, no empreendedorismo e, sobretudo, na cooperação”, afirmou.
Cooperação em vez de competição
Mattarredona destaca que o espírito da parceria é de união, não de competição. “Nós não queremos ser competitivos em nível de ficarmos competindo projetos, ideias, parceiros. Temos as nossas projeções de cada uma das instituições, mas também muita coisa a gente pode e deve fazer juntos”, explicou o diretor.
Segundo ele, a cooperação é fundamental especialmente para uma região de fronteira. “Principalmente nós que estamos aqui numa fronteira do país, nos limites geográficos do país, nosso crescimento está muito baseado na cooperação e na reunião de esforços, na somatória de esforços que cada um possa dar”, pontuou.
Objetivos estratégicos da parceria
O convênio estabelece uma série de objetivos concretos que devem transformar o cenário de inovação local. A parceria cria uma ponte direta entre ambientes de desenvolvimento tecnológico, startups, núcleos de pesquisa, instituições de ensino e empresas. Isso possibilita intercâmbio de equipes, mentorias cruzadas e conexão mais orgânica entre os desafios reais do mercado e as competências científicas e empreendedoras da cidade.
Com a recente Lei Municipal de Inovação implantada, Pelotas demonstrou maturidade institucional para avançar. O convênio se torna instrumento para viabilizar programas prioritários em biotecnologia, saúde, agroinovação, energias limpas, cidades inteligentes e economia criativa.
Para pesquisadores, grupos de pesquisa e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs), a parceria representa a possibilidade real de transformar pesquisa em impacto social e desenvolvimento econômico. Ao aproximar academia e mercado, cria-se ambiente ideal para transferência de tecnologia, propriedade intelectual e desenvolvimento de protótipos.
Startups terão acesso a uma rede ampliada de infraestrutura, conexões institucionais, mecanismos de fomento, eventos, mentorias e possibilidades de desenvolvimento focado nas bases da inovação local. Isso fortalece o ciclo completo da inovação: ideação, validação, aceleração e internacionalização.
A parceria estruturada também facilita a atração de investidores, fundos, convênios com entes de governo e empresas de grande porte, ampliando o protagonismo regional.
Visão de futuro
“Essas estratégias marcam o início de uma fase em que Pelotas deixa de pensar de forma fragmentada e passa a atuar como um ecossistema coeso, organizado e orientado para resultados”, avaliou Mattarredona. “Estamos construindo uma visão de cidade que reconhece a inovação como um vetor de desenvolvimento, geração de empregos qualificados e melhoria da qualidade de vida.”
O diretor enfatizou que não se trata de uma visão teórica. “Nós podemos materializar tudo isso com ações concretas a partir da soma de esforços”, garantiu.
Mattarredona convidou a sociedade a participar dessa transformação. “Abrimos espaço para a sociedade em geral, para que, a partir desse convênio, possamos abrir portas para novas ideias, novos projetos, novas conexões e novas possibilidades de transformação”, declarou.
O diretor concluiu com otimismo: “Que esse seja apenas o primeiro de muitos esforços conjuntos, e que Pelotas continue avançando de forma ousada, criativa e sustentável, rumo ao protagonismo em ciência, tecnologia e inovação”.



