
Diagnosticado com neuroblastoma (estágio IV – alto risco), no primeiro semestre de 2024, o menino Bernardo Borges Sigalles, de apenas 3 anos, conforme contam os pais, já passou por sete ciclos de quimioterapia e uma cirurgia complexa. A família mora em Pelotas.
“Nosso filho sempre foi uma criança aparentemente saudável, mas na última semana de janeiro deste ano, ele sentiu uma forte dor na barriguinha que nos fez procurar a pediatra dele para investigação do que estava acontecendo”, relatam Eduarda Borges e Rodrigo Sigalles sobre o início da busca de um tratamento eficaz para o filho.
“Não aceito o que estamos vivendo! Essa doença não vai vencer nosso filho. Farei o impossível e irei até o fim do mundo se preciso para salvá-lo”, frisa Eduarda.
O neuroblastoma infantil é um tipo de câncer que se origina nas células nervosas em desenvolvimento, sendo mais comum em crianças menores de 5 anos e podendo afetar diferentes partes do corpo, incluindo o abdômen, pescoço e tórax. No caso de Bernardo, a massa tumoral está localizada no lado esquerdo da suprarrenal – glândulas localizadas acima dos rins, uma de cada lado da coluna vertebral.
Em tratamento no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, é através do perfil no Instagram @juntospelobernardo que a família divulga o dia a dia das batalhas enfrentadas pelo pequeno, enquanto, através de vakinha on-line, arrecada valores para custear uma terapia inovadora chamada DFMO, realizada na Pensilvânia, nos Estados Unidos.
O neuroblastoma infantil de Bernardo, no estágio em que se encontra, é a forma mais avançada da doença, caracterizada pela disseminação do câncer para locais distantes do tumor original.
“Estamos aqui desde o segundo dia de fevereiro, largamos tudo: emprego, nossa casa, familiares… E, desde então, lutamos incansavelmente pela vida do nosso pequeno Bernardo”, disse a mãe.
Pais de outros dois filhos mais velhos que estão, temporariamente com a avó, Eduarda e Rodrigo contam ainda que, após a quimioterapia, está previsto que Bernardo receberá um transplante de medula óssea – parte do seu protocolo.
“Após concluirmos esta etapa, ele ainda tem que realizar sessões de radioterapia e realizar ciclos de imunoterapia, onde uma das medicações que necessita se chama Qarziba,” contam.
Conforme os pais, a medicação não está disponível pelo SUS, embora sua implementação tenha sido aprovada em setembro e, por isso, eles estão em processo judicial para que consigam que o governo arque com o valor, uma vez que o custo da dosagem necessária a Bernardo chega a 2 milhões.
“Estamos em contato com uma equipe médica da Pensilvânia, onde iremos em busca de um tratamento promissor chamado DFMO, que pode significar a chance de cura do nosso filho. Essa medicação não está disponível no Brasil, por isso, resolvemos realizar ações e pedir ajuda à comunidade para salvar nosso filho, pois o custo será alto”, explica Eduarda.
Tendo R$ 450 mil como meta, os pais ressaltam que qualquer quantia é bem-vinda e as pessoas podem fazer a doação, tanto pelo site (https://www.vakinha.com.br/vaquinha/juntos-pelo-bernardo-luta-contra-o-neuroblastoma-de-alto-risco?utm_source=site&utm_medium=product-thanks-page) quanto pelo Pix 020.767.820-01 (Eduarda Pereira Borges) ou (48) 9 9116-7228 (Rodrigo de Souza Sigalles).
“Existem muitas crianças aqui do Brasil que estão fazendo este tratamento. E nos casos em geral das crianças que receberam essa medicação, apenas 3% recidivaram. É uma esperança para nossa família poder livrar o Bernardo de todo este sofrimento de estar perdendo o direito de ter uma infância normal, cercado por agulhas e procedimentos. Só queremos que nosso filho tenha direito de viver e ser uma criança feliz”, destacam.



