Um grupo de pessoas, que pediu para não ser identificado, reclama da demora para receber pelo serviço prestado na aplicação de provas no vestibular de ingresso e no concurso para provimento de cargos técnico-administrativos do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul). Os exames foram realizados, respectivamente, nos dias 26 de novembro e 10 de dezembro do ano passado em vários pontos de Pelotas, como escolas públicas e privadas.
Segundo um integrante do grupo o caso é atípico. O homem, que trabalha na rede estadual e municipal de ensino e participa da aplicação de provas de concursos há 23 anos, diz que é a primeira vez que isso acontece. Segundo ele, de todos os certames que já participou como prestador de serviço, o tempo máximo que ficou sem receber foi de 20 dias úteis. No caso do IFSul, o atraso já supera dois meses.
“É um trabalho que vale a pena para se receber em seguida, levar mais de dois meses para receber R$ 134 por quatro horas (tempo para execução da prova) de seu domingo não tem vantagem alguma”, reclama ele, que foi chefe de sala nas duas datas em uma escola particular localizada na área central da cidade
O que diz o IFSul
Procurada, a assessoria de imprensa do IFSul respondeu que no caso da aplicação da prova para o vestibular de verão houve demora no pagamento dos prestadores do serviço porque coincidiu com o fim do ano civil, o que, conforme as informações colhidas pela assessoria, provoca dificuldade na alocação de recursos. “Os pagamentos começaram a ser feitos já, estando quitados os valores das pessoas que trabalharam nas provas do Ensino Superior de todas as unidades”, diz a assessoria em nota enviada à reportagem. Ainda conforme a instituição, as pessoas envolvidas na aplicação das provas dos cursos técnicos já teriam começado a ser pagas. “Até ontem (segunda-feira,19) haviam sido pagas as pessoas de Sapucaia, Sapiranga, Novo Hamburgo e Jaguarão. No campus Pelotas a situação deve ser normalizada nos próximos dias.”
Em relação ao concurso para provimento de cargos técnico administrativos, a nota informa que os recursos arrecadados com as provas não ficam na instituição, mas em uma conta única da União. “Para que seja usado no pagamento dos envolvidos no processo é preciso aguardar uma autorização do governo federal, o que ainda não aconteceu. Nestes casos, infelizmente, não temos ainda uma previsão porque foge do alcance da instituição”.




