Fevereiro inicia com a abertura da safra do camarão em Pelotas

(Foto: Arquivo/Michel Corvello/Prefeitura de Pelotas)

Na próxima segunda-feira (1º) inicia mais uma safra do camarão na Zona Sul. Em Pelotas, a cerimônia de abertura acontecerá no Quiosque da Z3, a partir das 11h, com participação de representantes da Prefeitura e Emater, além da comunidade de pescadores da Colônia Z3. Esta é a segunda vez em que é promovido um evento de abertura para a data.

De acordo com dados da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), atualmente, no município há 650 pescadores licenciados para realizar a captura do crustáceo. A venda do camarão se dá em 25 bancas localizadas no Centro e nos bairros. Durante a Semana Santa, que ocorre de 28 de março a 3 de abril, esse número dobra, chegando a 50 pontos de venda espalhados pela cidade.

Há cerca de 6 anos, a safra tem sido de pouco retorno financeiro por conta da baixa salinidade da lagoa, que faz com que os camarões não cheguem até a região. Mas agora, em 2021, o período de pesca, que deve se estender até o dia 31 de maio, tem previsões otimistas.

Conforme o secretário de Desenvolvimento Rural, Jair Seidel, a estimativa é de que ao final da safra sejam capturadas 6 mil toneladas de camarão rosa, que é o carro-chefe da economia local, já que os peixes pescados na região, como a tainha, não produzem grande retorno financeiro.

O prognóstico deste ano traz maior ânimo para os quase 3 mil trabalhadores que se envolvem na pesca, limpeza, transporte e venda do crustáceo. A previsão é que a safra possa superar a de 2013, safra histórica com o pescado de 6 mil toneladas de camarão.

Quanto ao apoio municipal e institucional, o secretário conta que “a Secretaria fiscaliza e inspeciona as bancas de vendas e oferece treinamentos aos pescadores para que eles ofereçam produtos com maior qualidade a cada ano”.

Dessa forma, os protocolos para a repescagem e comercialização de peixes e crustáceos durante a pandemia de coronavírus, seguem os mesmos das outras feiras, como do morango e do pêssego, que além da limpeza do local, mantêm-se o uso de máscara e álcool gel.

Cultura da pesca
A cultura da pesca no município é uma das que mais se destaca na região, sendo passada entre gerações de famílias, muitas moradoras da Colônia Z3. Entretanto, a mesma tem deixado de se expandir, já que os jovens não encontram incentivo para seguir na atividade em que há uma série de condições de trabalho não favoráveis, além do baixo retorno econômico.

“A saída dos jovens da pesca tem sido muito grande. Eu venho de uma família em que meu avô e meu pai foram pescadores, eu sou pescador, mas meu filho já não quis seguir na atividade”, desabafa o presidente do Sindicato dos Pescadores da Colônia Z3, Nilmar Conceição.

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