O Pelotas Parque Tecnológico (PPT) marcou seu aniversário de nove anos na terça-feira (16) com a assinatura do contrato que oficializa a construção do Hub de Inovação em Saúde e Biotecnologia, projeto de R$ 15 milhões financiado pela FINEP em parceria com a LifeMed. O evento, realizado no hall do parque a partir das 17h, também marcou a posse da nova gestão para o período 2025-2028.
A obra, com previsão de 15 meses, começará em outubro no terreno da LifeMed. O hub terá quatro andares dedicados a startups, empresas de médio porte, laboratórios de biotecnologia e uma unidade da LifeMed. “A ideia é dar continuidade a esse trabalho focando especialmente no desenvolvimento do ramo de saúde e biotecnologia, que vai ser iniciada a construção neste momento a partir de outubro”, explicou o novo presidente do conselho, Vinicius Farias Campos.
MedGen inaugura nova era da biotecnologia
O MedGen – Laboratório de Medicina e Genética será o primeiro inquilino do hub, com funcionamento previsto para janeiro de 2026. “A gente está aguardando só agora a aprovação final pela Vigilância Sanitária para dar início às reformas que precisam ser feitas, a aquisição de equipamentos, que vários já estão aqui no parque”, informou Campos. O laboratório inicialmente operará no parque atual e depois se expandirá para o novo hub.
Pelotas como polo regional da saúde
A vice-prefeita Daniela Brisolara (PSOL) destacou o potencial transformador do projeto. “Quando nós temos um espaço onde une as universidades, vários parceiros e a tecnologia, e que também tem esse comprometimento com a saúde, esse comprometimento com a vida, é motivo de celebrar. Pelotas tem tudo para ser um polo da saúde – nós temos universidades, recursos técnicos”, afirmou, ressaltando que o hub “vai ser um diferencial muito positivo para a cidade de Pelotas”.
A reitora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Ursula Silva, enfatizou a importância da parceria para a formação estudantil. “Primeiro pensamos na necessidade da formação dos estudantes e do quanto a experiência com inovação e empreendedorismo faz parte disso. A questão do impacto no território, esse trabalho entre universidade e sociedade nos permite fazer muitas conexões”, declarou.
“A gente acredita que isso vai conseguir gerar muita possibilidade de captação de recursos, de geração de tecnologia, de crescimento de empresas que vão poder utilizar essa estrutura para se estruturar, crescer, gerar empregos”, completou. O projeto não descarta o aproveitamento de sinergias com programas da UFPel em biotecnologia e desenvolvimento de vacinas e imunizantes, observou César Bergoli, diretor-
presidente da Fundação Delfim Mendes Silveira.
O parque
O PPT, criado em 2016, abriga atualmente 65 empresas e gera 285 empregos diretos. Com o novo hub, consolida sua posição como principal polo de inovação em saúde e biotecnologia do sul do país.




