Profissionais de Pelotas integram equipe de arbitragem da Surdolimpíadas

Dos 50 profissionais convocados para atuar no atletismo do evento internacional, 11 são de Pelotas. (Foto: Assessoria)

A 24ª edição das Surdolímpiadas, maior evento esportivo internacional da comunidade surda mundial – Deaflympics 2022 – que se iniciou no dia 1° e vai até 15 de maio, em Caxias do Sul, conta com 11 árbitros pelotenses nas modalidades de atletismo. Ao todo, são 50 convocados pela Confederação Brasileira de Atletismo para arbitragem oficial. Entre os profissionais, dois integram o Departamento de Desporto da Prefeitura de Pelotas, ligados à Secretaria Municipal de Educação (Smed).

O coordenador do Paradesporto do Município, Huibner Machado, e a coordenadora do Programa Vida Ativa, Marília Vergara, participam pela primeira vez de um evento oficial de atletismo para comunidade surda. Os demais profissionais pelotenses que atuam na arbitragem da modalidade de Atletismo são: Carolina Miranda Treptow, Betina Gomes Boetege, Diogo Heleno Fülber de Souza, Fabiola Segu Copello, Lucas Vargas Sagaz, Rafael Pederzoli Teixeira, Rodrigo Barcelos, Vinicius Amaral da Silva e Vladmir Araújo da Costa.

Futebol

Na arbitragem do futebol, estão três pelotenses, o supervisor da Smed, Jean Pierre Lima, o membro do Conselho Tutelar, Eduardo Bastos, e o professor de Educação Física, Érico Andrade. De acordo com os profissionais, as regras são as mesmas das modalidades olímpicas. No entanto, a diferença está na comunicação entre os árbitros e os atletas. No futebol, o tradicional apito do juiz dá a vez para uma bandeira que serve de comunicação visual. “O futebol da comunidade surda é marcado pelo companheirismo e boa relação entre os atletas de times adversários. Quando lançamos um gesto com a bandeira, os atletas se comunicam entre si para avisar sobre o sinal da arbitragem”, relatou Jean Pierre.

Taekwondo

Os atletas Marcelo Bispo e Lucas Ribeiro, que fazem parte do Projeto da Prefeitura de Pelotas Quem Luta Não Briga, lutaram nesse fim de semana (7 e 8) nas Surdolimpíadas, mas não subiram no pódio. Marcelo disputou com atleta da Coreia do Sul, país de origem do Taekwondo, que mantém a tradição na modalidade, e Lucas esteve próximo à vitória contra atleta da Venezuela, ficando à frente na luta, mas, por fim, sofreu um golpe que o levou à derrota.

O técnico Rossano Diniz avaliou a participação dos atletas pelotenses como uma grande experiência. “Ganhamos muita experiência, percebemos que, apesar de nossos atletas estarem no topo da modalidade em nível nacional, nessa competição ainda precisamos evoluir para estar no mesmo nível dos europeus e dos asiáticos.”

 

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