UFPel e Iphan promovem ações de preservação nas Missões

Reuniões ocorreram em São Miguel das Missões, São Nicolau, Entre-Ijuís e São Luiz Gonzaga. (Foto: Divulgação)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Uma equipe da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizou atividades em São Miguel das Missões e região, entre os dias 7 de 13 de setembro, no âmbito do programa Conviver – Canteiros Modelo de Conservação. As ações integram o projeto Saberes das Missões, voltado à formação de mão de obra local e ao fortalecimento da educação patrimonial. Participaram professores e estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAUrb) e do Centro de Engenharias (CEng) da UFPel, além de técnicos do Iphan.

Durante o período, foram promovidas oficinas de qualificação para 18 artífices (pedreiros e serventes), com foco na conservação e manutenção dos quatro sítios missioneiros da região. As atividades ocorreram no espaço da adega, em São Miguel, e incluíram a consolidação de estruturas já existentes.

Também houve encontros no âmbito da ação Diálogos sobre o Patrimônio, voltados a artífices em formação e professores. As atividades abordaram a valorização cultural e a construção de instrumentos de mediação em educação patrimonial. Essas reuniões ocorreram em São Miguel das Missões, São Nicolau, Entre-Ijuís e São Luiz Gonzaga, em parceria com as secretarias municipais de Educação.

A equipe ainda deu continuidade ao levantamento fotogramétrico em São Miguel das Missões e iniciou um diagnóstico sobre as condições de acessibilidade nos sítios históricos. O objetivo é propor soluções que conciliem preservação e direito de acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Além disso, foram realizadas entrevistas com gestores do Iphan, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e de prefeituras locais, além de lideranças Mbya Guarani da Aldeia Tekoa Koenju. As conversas buscaram identificar dificuldades e possibilidades de parceria na gestão do patrimônio cultural.

Atividades ocorreram no espaço da adega, em São Miguel, e incluíram a consolidação de estruturas já existentes. (Foto: Divulgação)

A programação contou também com a participação do arquiteto Luiz Antonio Custódio, ex-servidor do Iphan e pesquisador da arquitetura missioneira, que contribuiu com formações para artífices, guias, estudantes e pesquisadores.

No período, o grupo reuniu-se com representantes de instituições de ensino da região — Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar) e Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI) — para planejar um seminário sobre conservação de sítios históricos, previsto para março de 2026.

As próximas etapas incluem a continuidade da capacitação da mão de obra local, a edição de um livro com os diagnósticos e resultados já obtidos, novas ações de educação patrimonial e o desenvolvimento de maquetes táteis e interfaces acessíveis para pessoas com deficiência visual.

Equipe ainda deu continuidade ao levantamento fotogramétrico em São Miguel das Missões e iniciou um diagnóstico sobre as condições de acessibilidade nos sítios históricos. (Foto: Divulgação)

O projeto

As ações têm origem na parceria firmada pela UFPel com o Iphan entre 2023 e 2024, sob a coordenação geral do professor Eduardo Grala (FAUrb/UFPel) e com a participação das professoras Adriane Borda Almeida da Silva (FAUrb/Prograu/UFPel), Aline Montagna da Silveira (FAUrb/Prograu/UFPel) e Isabela Fernandes Andrade (CEng/Prograu/UFPel), da Técnica-Administrativa Cíntia Grupelli da Silva (FAUrb/UFPel), do pós-doutorando Darlan Marchi (Prograu/UFPel) e de estudantes de graduação e de pós-graduação da UFPel. Participaram da missão também o professor Luís Antônio Franz (CEng/Prograu/UFPel), a arquiteta contratada Maria Matilde Villegas Jaramillo e os técnicos do Iphan Vladimir Stello, Renata Fortes e Bibiana Rosa, as duas últimas lotadas na sede do Iphan em Brasília.