Pelotas: Enchentes do RS deixam o comércio sem expectativas de vendas para o Dia das Mães

As lojas de Pelotas terão a pior queda da história em vendas no Dia das Mães de 2024. (Foto: Samantha Beduhn/JTR)

Em meio à situação de cala­midade pública causada pelas en­chentes dos últimos dias no Rio Grande do Sul, acontecerá o Dia das Mães neste domingo (12). A data que tradicionalmente home­nageia as mães, neste ano será um momento triste para os gaú­chos. A tragédia vivida no Esta­do também impacta no comércio, que normalmente é preparado para datas comemorativas como esta. Os lojistas de Pelotas con­sideram o Dia das Mães como o “segundo Natal”, já que os índices de vendas nesta época também costumam ser altos. Entretanto, a realidade de 2024 é preocupante, uma vez que os estoques de lojas só foram abastecidos entre 30% e 40% antes das cheias.

“A enchente está afetando de várias maneiras. Muita mer­cadoria relacionada com a data do Dia das Mães está presa em função da situação das estradas e, também, mercadorias em geral para a estação de outono-inver­no não estão chegando às lojas”, diz o presidente do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas) de Pelotas, Renzo Antonioli. Segundo ele, até sexta-feira (3), era esperado um aumento de 3,2% nas ven­das. Atualmente, esse percentu­al é negativo ou não vai haver crescimento.

Outros fatores que contri­buem para um baixo número de vendas é que parte do comércio de Pelotas foi fechado por conta dos alertas de enchentes. As lo­jas que estão atendendo libera­ram os funcionários que moram em zonas de riscos para a eva­cuação das casas. Em razão dis­so, o horário também foi redu­zido. Já o Shopping Pelotas está com apenas metade das opera­ções fechadas.

Situação das lojas no Calçadão

“Bom, em todo esse cenário do nosso Estado não vai ser igual ao ano passado, vai ser pior, bem pior. Na verdade, o nosso cená­rio não tá nada bom desde a se­mana passada. E, agora, com a situação dessas enchentes, está pior”, disse a gerente da loja Ren­ner, Caroline Lima Paz. Ela explica que, com os alertas de risco em Pelotas, as vendas, que já esta­vam baixas desde o começo das enchentes, agora estão pratica­mente paradas.

Na loja Brascon, as vitrines estão enfeitadas para a data e com promoções especiais, mas as expectativas de vendas tam­bém não existem. “A gente sem­pre se projeta para isso, para re­cepcionar os clientes. Mas, hoje, estamos vivendo algo muito maior” afirma a gerente da loja, Leila da Costa.

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