
As expectativas não são muito promissoras, apesar do movimento de vendas que as lojas especializadas começam a ter. A Páscoa de 2026 não deve ter um crescimento nos negócios sobre o ano passado, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) de Pelotas, Renzo Antonioli. Os próximos dias, que são os mais pertos da data, ainda podem reverter o quadro, que se mostrou abaixo do previsto até o começo desta semana, explica. “Acho que vamos ficar um pouco abaixo”, avalia, completando: “se for igual, os lojistas estarão satisfeitos”.
Lojas e supermercados estão bem abastecidos, embora com as tradicionais parreiras de ovos de chocolates menores que de anos anteriores. Muitas estão optando por oferecer barras de chocolates com promoções de preços, como três por um preço diferenciado, para que os consumidores mantenham a tradição de presentear com o produto na Páscoa. Os preços tiveram aumentos médios acima dos 30% em relação à data do ano passado, o que surpreendeu muitos clientes. A justificativa vem da disparada do custo do cacau, a principal matéria-prima do chocolate.
Muitos consumidores, de acordo com a observação de Antonioli junto ao comércio, estão optando por presentear neste ano com outros produtos, o que acaba movimentando uma gama diversificada de lojas, que estão optando pela decoração alusiva à data para atrair os clientes. Oferecem produtos considerados mais úteis e duráveis, com a preferência recaindo sobre as roupas infantis e os artigos esportivos.
Mas se a escolha for mesmo pelos chocolates, é possível encontrar caixas de bombons a partir de R$ 13 e ovos em embalagens de 150 gramas por R$ 70. A sugestão é pesquisar quantidades, qualidades e preços antes de comprar, percorrendo lojas especializadas e supermercados. O comércio pode abrir as portas tanto na Sexta-Feira Santa quanto no Domingo de Páscoa, segundo a convenção coletiva de trabalho do setor. No entanto, isto não deve ocorrer na maioria delas, pondera o presidente. No Shopping Center, elas devem funcionar, observa. Para os supermercados, a convenção também permite abrir nos domingos e feriados e, na prática, cada rede faz seu horário nesta data, alguns funcionando apenas pela manhã.
Opção de chocolates especiais
Quem busca um chocolate vegano, sem açúcar, sem lactose ou sem gluten não precisa deixar a Páscoa passar em branco. Nas bancas 57, 58 e 59 do Mercado Central, ovos veganos com até 200 gramas custam R$ 89. As opções em porções a granel são variadas em setor especial, que divide o espaço com o tradicional comércio de temperos no local.
Outras lembranças
Se a escolha deixar fora os chocolates, existem lembranças alusivas à data que traduzem o espírito festivo, com sugestivas figuras de coelhos em diversos materiais. Reunidas em grupos, as artesãs pelotenses não medem esforços para mostrar o seu potencial criativo. Com nova loja montada na Galeria Zabaleta, a Associação Pelotense de Artesãs comercializa para a primeira data comemorativa no local. Cada uma das 26 participantes preparou peças exclusivas para comercializar. Usando feltro, é possível adquirir um relógio decorado com sugestivo coelho por R$ 80.
Já os coelhos de tecido custam R$ 85, enquanto os de feltro são vendidos por R$ 45. Cestos para receber os chocolates são oferecidos a partir de R$ 15. Guirlandas e enfeites de portas são encontrados a partir de R$ 16. Ocupando a loja 56, as artesãs contam que ficam diariamente das 8h30 às 18h, mas no sábado, véspera da Páscoa, encerrarão as vendas às 13h30. No Mercado Central, as nove participantes da Associação Bem da Terra, ocupando a loja 71, oferecem sugestões alusivas à Páscoa, como são os guardanapos de prato em várias opções por R$ 25.



