
Como a mais antiga entidade de classe da cidade – e uma das pioneiras do Rio Grande do Sul – a Associação Comercial de Pelotas (ACP) consolidou-se, ao longo dos tempos, como referência quando o assunto é análise da conjuntura econômica. Por congregar todos os setores produtivos, a ACP tem capacidade de reunir informações capazes de formar um panorama completo sobre tudo o que acontece no cenário dos negócios no sul do estado. E, no momento em que o país atravessa mais um período de instabilidade econômica, a receita indicada para os empreendedores locais é investir em inovação e criatividade para sobreviver ao mau momento.
“As únicas formas das empresas melhorarem e crescerem é injetando dinheiro, o que está difícil com a atual taxa de juros e o momento econômico do país, então a alternativa é inovar com criatividade. Sem isso os negócios tendem a estagnar ou cair”, analisou o presidente da ACP, Fabrício Cagol.
Conforme Cagol, a inovação não precisa se tratar, necessariamente, de alguma nova tecnologia, mas sim algo capaz de agregar valor ao produto. “Inovar é fazer coisas diferentes para melhorar, tornar mais eficiente a empresa, o atendimento ao cliente. Somente assim se vai crescer. Então a gente vem batendo muito nessa tecla da inovação e criatividade”, disse.
Como exemplo de uma ação de sucesso da ACP para fomentar essa cultura da busca constante pela inovação entre os associados, Cagol cita o grupo de mulheres empreendedoras, que realiza quatro encontros por ano que atraem, em média, cem empresárias locais e em 2025 tem como tema central, a criatividade.
“Essa junção de inovação com criatividade é fundamental em todos os negócios, porque a competitividade, concorrência, cada vez aumenta mais e as margens de lucro, consequentemente, tendem a diminuir”, comentou.
Pelotas sofre os reflexos da desaceleração da economia nacional
Com a base de sua economia centrada nos setores de serviços e comércio e centro comercial de referência em uma região mantida pela produção primária, Pelotas tem sofrido com o quadro de desaceleração econômica do país.
“Do ano passado para cá temos percebido uma desaceleração em todos os segmentos. Comércio e serviços estavam sofrendo mais, mas agora o agro também tem sido afetado, especialmente a partir das crises climáticas”, disse.
Diante desse quadro a ACP tem buscado abrir frentes de diálogo com os diferentes entes do setor público, especialmente locais, para tentar criar um ambiente de negócios mais favorável para todos os setores.
“Estamos falando com o prefeito e secretários sobre os problemas que a gente vem enfrentando. Temos buscado todas as formas de diálogo para tentar avançar mais rápido em pontos fundamentais para o setor produtivo, como a questão da liberação dos alvarás, para que possamos ter um ambiente melhor”, conclui.



