
A partir de suas experiências relatadas na reunião-almoço Tá na Hora de sexta-feira (15), o presidente da Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Rodrigo Costa, mostrou que o crescimento econômico da região passa por um eixo formado pelo binômio empreendedorismo e associativismo, aliados a um espírito comunitário.
Com o Salão Mauá do oitavo andar da sede da Associação Comercial de Pelotas (ACP) lotado, Costa trouxe exemplos que mostraram como crises anteriores foram superadas por ações que trouxeram resultados positivos no meio empresarial, a partir de experiências na área rural. Foram iniciativas como a da gestão de Simone Leite, sua esposa e a primeira mulher a presidir a Federasul, que permitiram dar voz aos empreendedores do interior do Estado, apostando no eixo gestão e integração, lembrou Costa. “É dar voz a quem nós representamos”, frisou.
Ao citar ações necessárias, apontou a questão da melhoria do ambiente de negócios, com maior liberdade econômica, da evolução empreendedora, com foco na qualidade de vida e na vida cidadã. Sobre a crise atual, Costa citou o Manifesto Empreendedor, criado a partir das dificuldades recentemente enfrentadas no Rio Grande do Sul, em que o envelhecimento e êxodo empresarial exigem novas atitudes. São diagnósticos e eixos de ações necessários, entre eles as questões da mineração, do uso das reservas de carvão, da exploração da bacia de petróleo e da reativação da malha ferroviária.
“Nosso maior desafio, hoje, é não esperar o que vai acontecer, mas assumir o protagonismo”, reforçou o presidente da Federasul, que é pelotense, produtor rural e advogado, e teve forte atuação na cidade e na região como presidente da Associação Rural de Pelotas (ARP) e coordenador do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Pelotas e da Aliança Pelotas. “Ninguém começa nada do zero. Ninguém faz nada sozinho”, disse Costa, finalizando: “Nós estamos aqui pelo que foi feito antes”, completou, referindo-se ao 152 anos de existência da ACP.



