Azonasul busca celeridade às liberações de recursos via Finisa

O assunto pautou reunião dos chefes do Executivo ontem (10), na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), em Pelotas (Foto: Divulgação)

As perspectivas de investimentos em infraestrutura e saneamento para a maioria das prefeituras da região, garantidas até então pelos créditos do Finisa, correm risco de serem suspensas em função das novas determinações que repassa a decisão ao Tesouro da União e não mais à Caixa Econômica Federal. O assunto pautou reunião dos chefes do Executivo ontem (10), na sede da Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul), em Pelotas. Demonstrando aflição frente ao novo impasse, os prefeitos temem perder mais de R$ 500 milhões de investimentos na região através dos projetos em andamento, os quais já enviados e aprovados em Câmaras de Vereadores e a maioria com processos licitatórios em andamento para as devidas contratações dos empréstimos. “Ocorre que todos os pedidos foram feitos abrigados pela Resolução que prevê contratações sem garantia da União, cujo limite está praticamente esgotado. Ao revés disso, há ainda um limite expressivo com Garantia da União”, explicou o secretário executivo da Azonasul, Henrique Feijó.

Feijó ainda lembra que reformular todo o processo de financiamento, mudando o tipo de contratação com a garantia da União, além de tornar o procedimento mais demorado, esbarra num outro grande problema, que é início de um novo encaminhamento às Câmaras de Vereadores: “sem falar na proximidade do final do exercício e nos processos de licitações já encaminhados. A situação praticamente inviabiliza todos os projetos das Prefeituras, com grandes prejuízos para as comunidades, que anseiam por novos investimentos”, destacou.

Presente à reunião, o gerente de Governos da Caixa, Chagler Zandavalli, antecipou o encaminhamento de uma nova análise nas situações das prefeituras da região e sugeriu uma nova mobilização de prefeitos junto aos deputados para a articulação política de soluções viáveis. “Estou convicto de que a união dos prefeitos da região poderá dar celeridade aos processos”, disse o gerente.

“Nós desperdiçamos muita energia para a aprovação dos projetos e agora estamos correndo este risco eminente de ver tudo suspenso”, disse o prefeito de Arroio Grande, Luiz Henrique Pereira da Silva, vice-presidente da Azonasul. Para contornar a situação, a Azonasul iniciou ontem os contatos com os deputados da região através do envio de um manifesto que pede o remanejamento dos recursos, o que segundo a entidade, garantirá uma demanda represada de financiamentos na ordem de R$ 5 bilhões, sendo que destes, pelo menos R$ 500 milhões pertencem aos pedidos da região.

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