Setor de eventos movimenta a economia local em Pelotas com inovação e integração entre setores

Apresentação da Orquestra Sinfônica Acadêmica marca a culminância de 12 dias de programação gratuita em Pelotas. (Foto: Gustavo Vara)

Mais do que um palco para encontros e comemorações, os eventos integram o ecossistema de inovação de Pelotas e movimentam a economia gerando diferentes oportunidades de negócios e de trabalho, como é o caso da Fenadoce, do Rodeio Internacional, da Festa do Morango, da Expofeira, da Maratona e do Festival Internacional Sesc de Música.

Com mais de 25 anos de carreira como proprietária da C&M Comunicação e professora, Cristina Porciúncula destaca o peso do setor na economia local através do impacto direto que tem em segmentos como locação de móveis e louças, sonorização, gastronomia, hotelaria, fornecedores e prestadores de serviços diversos. “Às vezes, as pessoas não percebem o quanto um evento interfere na vida da cidade. Ele traz renda, aquece o mercado e ainda pode mudar o rumo de uma carreira”, observou.

Atualmente, responsável pela produção de eventos como a Expofeira e pela Feira do Livro, Cristina destaca que o diferencial de um bom evento está no planejamento, no acolhimento ao público e na forma afetiva como se constrói as experiências. “Um evento bem planejado articula diversas áreas e promove conexões duradouras – entre pessoas, empresas, artistas e a comunidade em geral. Esse movimento, além de fortalecer o turismo, impulsiona a indústria criativa, revelando talentos e promovendo novos negócios”, afirmou.

Cristina também destaca a importância da formação acadêmica voltada aos eventos, o que fortalece o mercado local. Ela coordena disciplinas e projetos na UCPel, como “Eventos em Comunicação”, e conta que muitos dos seus ex-alunos se tornaram produtores e donos de agências.

Inovação e integração
A inovação do setor deve ser constante e de acordo com a professora inovar é, sobretudo, criar experiências memoráveis, que façam sentido para quem participa de cada evento. “As pessoas precisam sair de um evento com um sentimento bom, com vontade de voltar. E isso se constrói com criatividade, afeto e parceria”, argumentou.

Entre tantos entraves e desafios, Cristina acredita que os eventos têm um papel essencial na construção de um futuro mais integrado, colaborativo e humano. Isso porque, seja uma feira agropecuária, um seminário ou uma celebração social, cada evento exige o envolvimento de dezenas, às vezes centenas, de pessoas que se conectam em torno de um mesmo propósito. “Eu dependo do garçom, do motorista, do segurança, do artista. Todos são importantes. Quando a gente reconhece o valor do outro, tudo funciona melhor”.

Maratona Sesc Pelotas está consolidada como um dos principais eventos esportivos do estado. (Foto: Volmer Perez)