Pelotas: Instituto João Simões Lopes Neto celebra 20 anos com entrega de prêmios e empossamento de nova diretoria

O evento, que reuniu sócios, autoridades e convidados, comemorou os 20 anos da reforma completa da Casa de João Simões Lopes Neto. (Foto: Daniela Alves/JTR)

A noite de sexta-feira (5) foi marcada por celebração, memória e reconhecimento cultural na sede do Instituto João Simões Lopes Neto, em Pelotas. O evento, que reuniu sócios, autoridades e convidados, comemorou os 20 anos da reforma completa da Casa de João Simões Lopes Neto – inaugurada como Instituto em 2005 -, e integrou a cerimônia de entrega do Prêmio 300 Onças 2025, honraria anual dedicada a personalidades e entidades que contribuem para a preservação e difusão do legado do escritor.

Criado em 2005, o prêmio remete ao conto Trezentas Onças, uma das obras mais emblemáticas de Simões Lopes Neto, utilizando a metáfora da perda das moedas de ouro para simbolizar o valor cultural inestimável representado pelos homenageados.

Neste ano, receberam o reconhecimento os Irmãos Ruivo, Biscoitos Zezé, a Unimed e o músico Vitor Ramil, todos destacados por suas contribuições para a cultura regional e para a manutenção da memória simoniana.

Além das homenagens, a noite marcou um momento de renovação institucional, com a posse da nova diretoria do Instituto. O professor Paulo Marques assumiu oficialmente a presidência, ressaltando em seu discurso o compromisso da gestão com o fortalecimento das atividades culturais e educativas promovidas pela entidade.

“Nós temos como proposta da gestão, nesse próximo período de dois anos, fortalecer cada vez mais essa instituição, que hoje está comemorando 20 anos de existência”, afirmou Marques ao assumir o cargo. “O Instituto vem, ao longo de duas décadas, promovendo cursos, seminários e formações que resgatam e mantêm vivo o legado de Simões Lopes Neto. Nosso objetivo agora é aprofundar e ampliar essas ações.”

Marques também destacou a importância histórica da casa localizada na rua Dom Pedro II, nº 810, onde o escritor viveu por cerca de dez anos a partir de 1897. Tombado como patrimônio cultural do Estado desde 1999, o prédio passou por uma ampla restauração concluída em 2005, quando passou a abrigar oficialmente o Instituto.

“Simões Lopes Neto é o maior escritor da cidade, um dos maiores do Brasil, com obras reconhecidas nacional e internacionalmente”, destacou o novo presidente. “Queremos que sua produção esteja cada vez mais acessível às escolas, aos professores e aos cidadãos de Pelotas. Nosso esforço é manter vivo não apenas o legado, mas também os ideais de educação e cultura que ele representa.”

A noite foi encerrada com homenagens aos premiados e confraternização entre os presentes, reforçando o compromisso do Instituto com a valorização da cultura local e a continuidade do trabalho iniciado há duas décadas na preservação da memória de João Simões Lopes Neto.