Pedro Osório: Reunião mostra dificuldade financeira da Escola Sagrado Coração de Jesus

Reunião contou com a presença de representantes da mantenedora da escola. (Foto: Rodrigo Netto/JTR)

Aconteceu na quinta-feira (19) a tão esperada reunião entre representantes dos pais e mães, direção da escola e representantes da Rede Notre Dame, mantenedora da Escola Sagrado Coração de Jesus (ESCJ). participantes estiveram presentes no salão de atos da escola, para participar ao vivo, e também houve  pelo Google Meet.

Estavam prontos para esclarecer as dúvidas a diretora da escola, Irmã Giulliane Macedo, e os representantes da Rede Notre Dame, Sérgio Stringhini e Irmã Marines Finger. Foram expostos agravantes do cenário externo, como a pandemia do coronavírus, a estagnação da economia generalizada, o fechamento das escolas em a partir de março de 2020, o fechamento de comércios e empresas, a o fato de haver pequenas empresas sem nenhum tipo de renda, o aumento do dólar, nas taxas de juros e de preços da cesta básica, a ocorrência de secas, enchentes, onda de gafanhotos e o aumento desproporcional das taxas do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M).

Situação financeira da escola

A escola possui em seu quadro cera de 30 colaboradores entre professores, setor administrativo, assistentes de ensino e serviços de manutenção e higienização. O custo mensal da folha gira em torno de R$ 70 mil que somados às demais despesas totalizam um valor médio de R$ 90 mil mensais.

A arrecadação líquida da escola, mensalmente, representa cerca de 30% do total dos custos. A mantenedora vê-se assim, obrigada a custear os 70% restantes para a subsistência da instituição.

Atualmente, há um déficit mensal médio de R$ 50 mil, que a mantenedora vem cobrindo, de modo que a escola não tenha dívida. Porém, a rede alega que não tem mais como arcar com a possibilidade de iniciar outro ano letivo com o risco de assumir um custo de aproximadamente R$600 mil para manutenção do próximo ano.

A busca, segundo a rede, é por recursos financeiros contínuos, não apenas neste momento, mas de forma que a própria escola possa suprir as necessidades e se autossustentar, de modo que não seja uma solução momentânea.

Sugestões de pais e mães de alunos

Visando este fato e mesmo com pouco tempo, as mães e pais, em aproximadamente 15 dias, conseguiram a atenção e o apoio da comunidade, e querem garantir o ano letivo de 2022. Na ocasião, foram realizadas sugestões e solicitações, como um prazo para buscar soluções, com garantia do ano letivo 2022, a criação de Associação de Pais e Mestres para auxiliar a escola, redução no valor da mensalidade, diminuição da quantidade de bolsas de estudos.

Foi criado um comitê, formado por responsáveis dos alunos, para tratar do assunto diretamente com a direção da escola.

Os representantes afirmaram que a Rede mantenedora da escola sabe da importância do Colégio da Irmãs, para a comunidade, mães, pais, alunos, ex-alunos e colaboradores, mas apontaram que a crise agravada pela pandemia faz com a decisão, que deve ser tomada até a primeira quinzena do mês de setembro, seja muito importante.

Segundo eles, não há o desejo de fechar a instituição, porém, em uma rede de oito escolas, os números da ESCJ não estão favoráveis.

Na reunião falou-se em esperança de uma definição favorável e que muitas autoridades abraçaram a causa. No entanto, o futuro será definido em Canoas em poucos dias e a história de 85 anos de uma escola que enfrentou diversas enchentes e dificuldades terá mais uma capítulo, e todos torcem para que este não seja o final.

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