Morangos do Sítio Sinai são destaques em Morro Redondo

Morangos possuem certificação de que são livres de agrotóxicos. (Foto: Diones Forlan/JTR)

O agricultor e idealizador dos Morangos do Sítio Sinai, Leandro Correa, é destaque em apenas 3 anos desta atividade. O local fica no Rincão da Caneleira, na VRS 802, km 01, perto da Subestação da CEEE. Correa comentou que o interesse surgiu por intermédio de uma festa do Morango na Gama, no interior de Pelotas, realizada no final de 2018. “A gente viu o panfleto com orientações técnicas e nos chamou atenção para termos uma renda extra na nossa propriedade. Após, contatamos o técnico, que fez uma visita e viu a possibilidade de termos um investimento sem sair de casa”, afirmou.

No início, foram adquiridos a estrutura e os materiais e, dentro de 5 meses, já foi construída a estufa, que mede 10×30 metros e possui 3.720 mudas com a produção dos morangos sem agrotóxico.

Sobre a escolha pelo morango, Leandro aponta que “se deu pela facilidade do trabalho, por poder trabalhar em bancada, em pé, e não precisar se agachar, tem um rendimento maior, pois é uma fruta que produz o ano todo, vai se expandindo por ser um produto muito vendável, com muito espaço no mercado, foi o que mais nos chamou atenção”, destacou Leandro.

Leandro Correa idealizador dos Morangos do Sítio Sinai. (Foto: Diones Forlan/JTR)

Certificação
Os morangos são divididos em três modalidades: sem agrotóxico (de forma agroecológica, com uso de produtos biológicos), orgânico (em que são usados materiais naturais e mais certificados) e convencional (como era plantado antigamente onde se coloca agrotóxico).
O produtor citou que, recentemente, representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) fizeram uma visita na sua propriedade e levaram junto parte da produção de morango, na qual foi realizada análise em laboratório credenciado. Em 11 de junho, foi emitido o certificado de que os morangos não possuem agrotóxicos.

No início, há três anos, foi criada uma estufa maior nos fundos da propriedade. Devido ao aumento da demanda, há cerca de 60 dias foram construídas três estufas, que estão na entrada da propriedade, próxima a VRS. Elas são pequenas, mas com boa visibilidade. Além disso, Correa pensa na possibilidade de receber visitas quando for permitido, e em integrar, futuramente, o roteiro orgânico de visita turística do município, podendo o turista adquirir o morango direto na propriedade.

Correa agradece o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Turismo, que proporciona, aos produtores interessados, entrar nesse mercado de visitações às propriedades, de modo que os visitantes conheçam como foi e é o processo do mercado do morango.

Quanto aos investimentos, Correa disse, que começou com R$ 22 mil. “Mas devido ao terreno não ser plano, teve a terraplanagem. Recebemos apoio da prefeitura com auxílio de maquinário que foi cedido gratuitamente com umas quantas horas, mas também gastamos horas máquina particular, mais a questão de luz, irrigação, reservatórios e culminou por dobrar os gastos, ultrapassando os R$40 mil”.

Durante este ano, o produtor espera poder recuperar o que foi investido em 3 anos. Sobre a produção com as mudas, conseguiu-se produzir 2.900 quilos de morango durante um ano. Já as estufas novas possuem 1.500 mudas diferenciadas, e almeja-
se produzir mais de um quilo por muda.

Entre as novidades dos Morangos do Sítio Sinai estão as entregas dos produtos com códigos de barras aos comércios, alavancando as vendas. “Temos o apoio da prefeitura que agiliza os documentos pra nós e temos a vigilância sanitária em dia, certificado de produtor rural e todas as certidões em dia”, acrescentou.

O produtor também é sócio da Cooperativa de Agricultores Familiares Coopamor, de Morro Redondo. “Por intermédio dela, são oportunizadas a participação em chamadas públicas e também recebo apoio dos técnicos da Emater, da gestão anterior e atual da prefeitura”, citou.

As mudas utilizadas são da Argentina e, nesse quesito, Leandro destaca a importância em adquirir mudas novas e do cuidado com elas, de forma com que elas produzam mais “Usa-se durante dois anos e depois coloca muda nova”, disse.
Processo de colheita

Após sair a flor, leva-se 30 dias para aparecerem os primeiros frutos. No inverno, são duas colheitas por semana, enquanto no verão o processo é feito todos os dias às 5h da manhã, para às 7h já estar no mercado. No inverno Correa consegue dar conta do recado sozinho, porém, no verão, a esposa e enteada dão auxílio na colheita, pois há a necessidade de classificação antes de colocar as frutas nas bandejas, que podem ser separadas nas modalidades ouro, prata e bronze, envolvendo quesitos como tamanho e qualidade, o que diferencia nos preços.

Os interessados em adquirir os produtos podem entrar em contato pelos telefones (53) 98415-2599 (WhatsApp) ou 98152-1052.

Enviar comentário

Envie um comentário!
Digite o seu nome