Embrapa e Fórum da Agricultura Familiar se reúnem em Morro Redondo

Foram levantados diversos temas que dizem respeito à situação do município perante à catástrofe vivida pelo estado. (Foto: Divulgação)

No gabinete da vice-prefeita de Morro Redondo Angelica Boettge dos Santos (PSDB), foi realizada uma reunião na tarde de quarta-feira (15), com o chefe da Estação da Cascata da Embrapa Clima Temperado de Pelotas, João Carlos Costa Gomes, o coordenador e a secretária executiva do Fórum da Agricultura Familiar, Mauro Nolasco e Rosângela Alves, respectivamente e Adriane Lobo do escritório da ASCAR/Emater–RS de Morro Redondo.

Com o objetivo de dar continuidade ao apoio da Embrapa ao município e do Fórum da Agricultura Familiar como uma organização regional, foram levantados diversos temas que dizem respeito à situação da cidade perante à catástrofe vivida pelo estado. Embora Morro Redondo não tenha sido diretamente atingido pelas enxurradas e enchentes que assolam regiões inteiras, a superação dessa crise é um desafio de toda a sociedade. Nesse sentido, estando situada numa área não atingida, existe a possibilidade do município, assim como outros da região, ser provedor de alimentos, sementes e mudas para as áreas atingidas. Com a característica de uma produção diversificada, muitas sugestões foram levantadas já que a Estação da Cascata tem a especificidade de trabalhar com pesquisas para a agricultura familiar. Também a comercialização dos produtos dos agricultores e agroindústrias familiares foi um tema debatido.

“Estamos justamente reunindo diversos pesquisadores da Embrapa para propor um plano de ações e políticas públicas para o reestabelecimento das áreas atingidas no Estado, e uma reunião como essa é fundamental para que possamos pensar medidas dialogando com quem está diretamente em contato com as populações, como o poder público e a Emater”, disse Costa.

A produção de pêssego, localização da maioria das indústrias de pêssego da região, o turismo, a abundância de água, a diversificação das propriedades, a produção animal, a olericultura e o conhecimento dos agricultores foram citados como potencialidades do município para ser um polo de disseminação de propostas para políticas públicas e, como área não-atingida, uma região provedora de alimentos e insumos pra a reestruturação das áreas produtivas que foram duramente atingidas pelo desastre climático. A busca de apoio às produções terá que ser um tema central.

Essa discussão terá continuidade no município e também será levada para o Fórum da Agricultura Familiar para que tenha uma maior repercussão.

Será escrito um documento que norteará as próximas reuniões, inclusive para ser levado para autoridades municipais, estaduais e federais.

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