Hospital Moinhos de Vento realiza estudo Atitude em Morro Redondo

O Rio Grande do Sul apresenta um contexto único quanto à epidemia de HIV/AIDS e IST. O estado é o maior em prevalência de HIV e Hepatite C. (Foto: Divulgação)

O município de Morro Redondo foi selecionado para participar do Projeto Atitude, um estudo desenvolvido pelo Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul e apoio técnico do Ministério da Saúde, através do Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Conforme a epidemiologista Eliana Wendland, o projeto visa conhecer os fatores comportamentais associados à continuidade da cadeia de transmissão das IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis), fornecendo informações importantes para o planejamento de ações para o enfrentamento da situação epidemiológica do HIV, sífilis e hepatites virais no Rio Grande do Sul. “Será uma fonte importante de informações que poderá ser usada para o direcionamento de políticas públicas e para o controle da epidemia de HIV/AIDS, sífilis e hepatites virais no estado, fortalecendo a vigilância epidemiológica dessas doenças”, citou.

O Rio Grande do Sul apresenta um contexto único quanto à epidemia de HIV/AIDS e IST.
O estado é o maior em prevalência de HIV e Hepatite C. “Cabe salientar a existência de um panorama epidemiológico diverso do de outras regiões, com uma maior proporção de mulheres e de indivíduos jovens afetados”, relatou a epidemiologista.

Foram selecionados 56 municípios do estado do Rio Grande do Sul, sendo a amostra total 8.232 indivíduos. Os participantes deverão ser maiores de 18 anos, de ambos os sexos.
De Morro Redondo serão 70 pessoas que participarão deste projeto, que será executado de hoje dia 23 até o dia 27 de fevereiro.

Os participantes responderão a uma entrevista e também farão uma coleta de sangue em ponta de dedo para fazer os exames de HIV, sífilis e hepatites virais. Os profissionais que farão a coleta de dados estão devidamente identificados com colete verde, chapéu, mochila, crachá com foto e um QR Code que pode ser scaneado para que as pessoas que estão sendo visitadas tenham a certeza de que a equipe faz parte da pesquisa. Também é possível conferir a identidade dos pesquisadores pelo telefone (51) 3537-8092.
De acordo com a epidemiologista, “a estratégia é facilitar o acesso das pessoas aos testes sorológicos. Responder a essas entrevistas é fundamental para identificação de grupos de maior risco e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção direcionadas a estas populações”, concluiu.

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