Especial JTR: Motorista, uma paixão pouco reconhecida

Lucianir Gonçalves Souza trabalha como motorista no Samu e Paulo Vasconcellos atua na área a mais de 40 anos (Foto: Divulgação)

Muito mais do que guiar veículos, quem dirige profissionalmente tem sob sua responsabilidade bens preciosos para o desenvolvimento da sociedade. A profissão já foi um dos grandes objetivos de muitos garotos e também de meninas. Entretanto, apesar de ainda ser um ofício almejado por muitos, já não desperta tanto desejo de quem está entrando na vida profissional.

Diante disto, o que preocupa são as condições de trabalho que este profissional tem sido exposto, com garantias mínimas e com muitos desmotivadores para os futuros profissionais. Seria um desastre o fim desta profissão, pois algumas profissões, com o desenvolvimento tecnológico, vêm sendo extintas e ver tal profissão sumir é impossível, pois traria caos ao desenvolvimento econômico do país.

Um dos exemplos que mostram a importância do motorista é Paulo Vasconcellos, que trabalha a mais de 40 anos na Prefeitura Municipal de Jaguarão e atualmente presta serviço à Secretaria de Saúde.

De acordo com ele, escolheu a profissão porque sempre gostou de dirigir e andar na estrada. “Só quem gosta muito para exercer essa profissão. São exigidas muitas coisas e em troca não temos o reconhecimento necessário”, diz.

Já Lucianir Gonçalves Souza, de 39 anos, atua desde 2011 como motorista da Secretaria de Saúde, no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Jaguarão.
Conforme Souza, a escolha por essa profissão se deu por gostar de atendimentos de urgência e emergência, tanto que fez um curso técnico em Enfermagem.

“Fiz o curso porque acredito que seria necessário ter um condutor capacitado. Isso melhora o atendimento tanto para os pacientes quanto para a equipe”, diz ele, acreditando que embora a profissão não seja muito reconhecida, escolheu o caminho certo: de ajudar o próximo.