
*Com a colaboração de Adilson Cruz
A partir de 2026, a data de 23 de novembro, em que é comemorada a elevação à cidade do município de Jaguarão, não será mais feriado. A data histórica municipal passa para 31 de janeiro, data da assinatura da Resolução Régia firmada por Dom João VI, que criou a Freguesia do Espírito Santo do Serrito de Jaguarão, em 1812. No próximo domingo (23), os 170 anos da Cidade Heroica ainda serão comemorados, com muito orgulho pelos jaguarenses, conta o vice-prefeito Jonas Barreiros (PP).
Segundo o gestor, a data está protegida por lei, mas este reconhecimento histórico era necessário e ocorreu neste ano, quando a Câmara de Vereadores aprovou a troca do feriado a partir de 2026, para 31 de janeiro, a data mais antiga e que registra a existência do município desde 1812. “É mais um motivo de festa, com uma variada programação comemorativa aos 170 anos e depois vamos “pular” para os 214”, ressalta. O fato situa Jaguarão entre os municípios mais antigos da região Sul do Estado, um reconhecimento histórico legítimo e defendido por muitos ao longo dos anos.
Barreiros explica que a correção histórica foi defendida por historiadores jaguarenses como Sérgio da Costa Franco e outros ligados ao Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão. “Agora surgiu uma demanda através da Associação Comercial e da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), devido ao excesso de feriados no mês de novembro, no total de quatro, (dias 2, 15, 20 e 23 de novembro (que não vai mais ser feriado) e também ocorreu este reconhecimento pela Câmara de Vereadores, por ser considerada mais antiga que a cidade”, diz. Por seu patrimônio e turismo históricos, a cidade passa a ter uma idade que condiz com sua arquitetura e patrimônio. “Isto também gerava uma confusão, por outras cidades mais jovens, que tiveram origem em Jaguarão, foram parte do território da então freguesia e já comemoraram 200 anos e Jaguarão estava apenas nos 170”, salienta.
“A legislação nos protege, está organizada, tem todas estas datas registradas e a administração municipal valoriza a comemoração, porque a população gosta, o comércio e economia se movimentam, quando se tem eventos”, afirma. Segundo Barreiros, a cidade tem um turismo forte comercial com os freeshops, uma rede hoteleira preparada para receber, a comunidade prestigia e amplia o turismo. “Temos convicção de que vai ser uma grande comemoração, agora em novembro, com os 170 anos e depois em janeiro mais comemorações, nos 214”.
A programação deste ano começou com a Semana da Consciência Negra, entre segunda (17) e quinta-feira (20), e se soma às atividades da 13ª Feira Binacional do Livro de Jaguarão, que ocorre entre quarta e domingo (23), com literatura, música e gastronomia. Os eventos ocorrem junto à mesma estrutura montada no Largo das Bandeiras, na área do Centro Histórico.
O vice-prefeito comenta que a 13ª Feira Binacional do Livro foca no lançamento de obras de autores regionais. “Vêm autores de diversas cidades da região previstos na programação, com quatro lançamentos de livros por noite, e presença de livrarias renomadas de outras regiões do Estado”, explica. O comércio local também está contemplado, tanto em ambulantes e livrarias quanto em entidades, como o Rotary, Instituto Histórico e CDL. A Secretaria da Educação, Unipampa e Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) também estão envolvidos. “Temos muitas parcerias, numa cidade que respira cultura, que tem esta tradição. O museu, a Fundação Carlos Barbosa, é um parceiro importante da prefeitura e do município nas atividades culturais. Acreditamos no fortalecimento da literatura com a permanência da Feira do Livro no calendário de eventos do município. Barreiros conta que a sétima arte também está contemplada na cultura local, com um Festival de Cinema que teve a sua primeira edição de quarta (12) a domingo (15), no Theatro Esperança, projeto realizado pela Sociedade Independente Cultural (SIC) e financiado pela Lei Paulo Gustavo. “É importante comentar o sucesso do evento e a gravação de filme”, o longa-metragem argentino “Glaxo” no município, com locações em diversas áreas rurais, históricas e urbanas, no mês de outubro deste ano.
“O mês de novembro tem sido um mês efervescente na cultura local tanto pela literatura quanto pelo cinema, manifestações que se somam à história arquitetônica do município”, reforça. O reconhecimento e o destaque à cultura são um diferencial do município, reforçado pelas ações e dinamismo da Secult, diz. “Quando se vê a nossa cidade sendo cenário de filme é motivo de muito orgulho para todo jaguarense, não apenas para o executivo, em que o patrimônio da cidade está sendo veiculado para o mundo inteiro através da sétima arte”, afirma.
O vice-prefeito destaca a importância destas comemorações, defendidas também pelo chefe do executivo, como uma oportunidade a mais de aproximação e conversa olho no olho dos cidadãos. “O prefeito Rogério Cruz (MDB) vistoria pessoalmente as obras e prezamos por este contato permanente com a comunidade, trabalhando para melhorar nossa cidade, movimentando a economia, acreditamos estar no caminho certo”, observa.
A administração recebe muitas demandas e a comunidade reconhece as ações. “Jaguarão tem um futuro muito promissor, com investimentos em turismo, no comércio, no setor rural; se consegue vislumbrar muitas coisas boas que estão acontecendo e vão continuar”, ressalta.
Obras
Mas nem só de arte e cultura vive o município. A administração se preocupa com todo o entorno e a qualidade de vida de seus moradores. Barreiros destaca que o prefeito é obstinado por obras, por atividade e é reconhecido pela comunidade como o chefe do Executivo Municipal que mais fez calçamento e obras. “A gente sabe que quanto mais obras se faz, mais cobranças recebe”, expõe o vice-prefeito. Na parte de infraestrutura e obras, a grande novidade da administração é a fábrica de bloquetes e artefatos de cimentos, que está nos ajustes finais e início de funcionamento. Blocos e canos estão prontos e em período de secagem para entrar 2026 com material para calçamento e drenagem, resolvendo problemas de infraestrutura e alagamentos históricos em bairros de Jaguarão.

Em funcionamento há 30 dias, a fábrica é enxuta, com cinco trabalhadores e, segundo Barreiros, pode operar até com menos pessoas. No momento, está em fase de treinamento e definição de turnos dos funcionários que irão realmente operar nela. “Ela tem que ser entregue funcionando, com todo o know how de aprendizagem da empresa contratada por licitação, e que funcione de fato para resolver uma demanda que vai baratear de três a cinco vezes nossas obras, ao fazer o insumo no local e pagar o frete e a estrutura de compra do material pronto”, diz.
O vice-prefeito conta que a fábrica de artefatos já estava no trâmite de compra na primeira gestão de Cruz. O desejo é calçar toda a cidade e seguir trabalhando. “Fizemos este ano um projeto de financiamento grande para compra de insumos e mudar o patamar da cidade”, afirma. Os projetos incluem a construção de um ginásio, ampliação do calçamento e resolução do problema de alagamentos e a fábrica deve ajudar muito nisso. “As mudanças climáticas estão aí, a gente sabe que as enxurradas vêm e tem que ter uma resposta rápida. A Defesa Civil está estruturada com todas as secretarias e muito alinhada com a secretaria de Obras”, garante.

Além da saúde e habitação, na linha de prioridades do município, também está a geração de empregos. “Quando a gente aquece a construção civil, o setor de calçamento, de drenagem, estamos gerando empregos e movimentando a economia nesta parte de infraestrutura e abrindo frentes de trabalho”.
Saúde
A saúde também é uma prioridade. Nos primeiros meses do governo, foi atendida uma deficiência histórica, ao trabalhar com a livre demanda nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ou seja, as pessoas chegam e têm que ser atendidas por alguém, no horário que for, sem filas, fichas ou madrugar em frente de postos. “Vai resolver com dentista, com a atendente, com a enfermeira, a técnica, alguém vai dar o acolhimento e direcionar para o atendimento necessário”, relata. Se for urgência ou emergência o caso é encaminhado ao pronto-socorro ou à Santa Casa e resolvido. “A implantação deste sistema de livre demanda faz a fila diminuir e zerar”. E destaca a eficiência do sistema que começou no segundo trimestre deste ano. “Nos incomodava muito as pessoas na fila e muitas vezes não tinham o atendimento. Agora alguém vai atender, identificar a gravidade do caso e direcionar para solucionar”, destacando ainda obras de infraestrutura com a construção de novas UBSs nos bairros Bela Vista e Carvalho – esta última já em atividade. Além disso, está prevista a construção de Complexo de Saúde, que vai incorporar farmácia municipal e secretaria da Saúde, na orla do rio Jaguarão, na 20 de Setembro, em prédio do município que estava abandonado. O local será restaurado e abrigará também a Liga de Combate ao Câncer, diminuindo custos para a Prefeitura, conforme planeja o prefeito.

Jaguarão é também referência em cirurgia obstetrícia, para vários municípios da região. “A Santa Casa tem uma estrutura muito boa de médicos e consegue dar este atendimento regional”, salienta. Os pacientes oncológicos e de hemodiálise são um desafio a ser enfrentado, pelo deslocamento três vezes por semana para Pelotas, diz. Por isso, a administração pretende oferecer um projeto local de hemodiálise. O tema do tratamento fora do domicílio (TFD) foi levantado pelo prefeito junto à Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) para a busca de uma solução conjunta entre os municípios que enfrentam o mesmo problema.
As UBSs atendem em horário comercial e fazem plantões noturnos em determinadas campanhas como no Outubro Rosa e Novembro Azul, e a Santa Casa oferece respaldo nas 24h. Outro projeto é que a UBS Renato Soares da Silva, conhecido como Postão, no Centro, seja transformado em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “São duas unidades no mesmo prédio e a gente quer tirar uma delas e colocar em terreno recebido de contrapartida de um empreendimento”, ressalta.

Entre os destaques positivos, Barreiros menciona a questão da saúde mental, que comemora 30 anos do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), na próxima segunda-feira (24), e começou com o Sítio Renascer, em cima de uma demanda de despesa muito elevada da saúde no atendimento psiquiátrico; foi quando a administração resolveu parar de transportar e trouxe os profissionais para a cidade. “Hoje, o CAPS é um caso de sucesso e o prefeito Rogério gosta de dizer que é a menina dos olhos do governo”, conta.
Outro destaque e que envolve saúde, educação e desenvolvimento social é o Centro Municipal do Autismo, inaugurado ainda no governo do ex-prefeito Flávio Telis (MDB). A partir da parceria com a Santa Casa, são cedidos profissionais para o Centro que foi contemplado com o TEAcolhe do governo do Estado, o que permitirá o aumento na capacidade de atendimento e melhoria da infraestrutura do local.
Dentro do programa da Saúde da Mulher, o SERMulher RS, foi entregue pela Secretaria Estadual de Saúde um mamógrafo para auxiliar no atendimento da alta demanda, ao reconhecer a qualidade nos serviços de saúde de Jaguarão. “O nosso centro de imagem é bem completo, com mamógrafo, tomógrafo, e outros equipamentos”.
Assistência Social
Na área social, a administração também dedica atenção especial e a gestão realiza trabalho intenso junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), com assistentes sociais muito presentes no governo, e especial atenção com a terceira idade, junto aos grupos de idosos e, também, nas áreas especializadas em crianças, adolescentes e comunitária. “Nós vamos implementar uma padaria comunitária, muito em breve, com maquinário já adquirido, e que está na fase de parcerias e dar atenção às cozinhas solidárias, hoje tocadas pela comunidade”, explica. Segundo Barreiros, o Poder Público entrou no programa Prato Gaúcho, e muito em breve, no início do próximo ano, estará organizando as refeições deste programa.
CadÚnico
As famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) e programas sociais do governo federal, cujos recursos são direcionados ao município se beneficiam também de cursos profissionalizantes proporcionados pela administração. “A gente tem feito investimento muito pesado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico para que os cursos sejam direcionados às pessoas que estão no CadÚnico e estão recebendo benefício”, ressalta. Entre os cursos estão o de padeiro, pizzaiolo, camareiras para fomentar o turismo e a rede hoteleira. Conforme o vice-prefeito, a solicitação, direcionamento e escolhas dos cursos tem sido em parceria com a comunidade, entidades e comércio, para que haja total aproveitamento. “Estamos profissionalizando mão de obra, qualificando, porque tem gente pedindo emprego e tem muitas empresas querendo contratar. O mercado está aquecido, mas precisa ter esse elo de treinamento, de qualificação de mão de obra”, diz.
Por intermédio de outro programa do Estado, o RS Qualificação, o município foi contemplado com oito cursos nas áreas de construção e infraestrutura, bastante voltado à construção civil, pintura e restauração de patrimônio histórico. “O agro também precisa de muita mão de obra e é um grande setor, que emprega muita gente e com qualidade”, afirma.
Agronegócio
Jaguarão tem pelo menos 1,8 mil quilômetros de estradas municipais, extensão que a Prefeitura tem trabalhado e busca agora uma reestruturação deste mapa com a definição exata das estradas municipais. “Todo este levantamento está sendo refeito e estamos recuperando as principais estradas, porque todo mundo saiu de um período de seca, que prejudicou muito os agricultores, na parte financeira, e entramos no período de excesso de chuvas, que prejudicou as estradas e também afetou as propriedades, os campos, na qualidade e nutrientes do solo”, diz o vice-prefeito.

De acordo com Barreiros, o município perdeu receita dos produtores e aumentou na despesa exigindo a recuperação das estradas. “Nós estamos nesta fase, fomos contemplados com R$ 300 mil de hora/máquina do Estado, que viabilizou o trabalho”. A recuperação das estradas se manteve no primeiro ano de governo a partir da parceria com produtores e suas empresas. Todos eles trabalharam incansavelmente para conseguir colocar as estradas em dia”, observa. Entre as obras de infraestrutura rural está em andamento a da Estrada da Perdiz que leva até o Cerrito e até o Quilombo Madeira, recursos do governo federal, que veio do Ministério do Desenvolvimento Regional para esta estrada do Quilombo, diz. “Um dinheiro direcionado aos quilombolas e com uma articulação e projeto bem feitos, foi colocado numa estrada que vai atender toda a comunidade e todos os produtores rurais”, afirma.
Segundo o vice-prefeito, o município possui poucas famílias de quilombolas, localizados no Cerrito. São 40 quilômetros de recuperação e deve se tornar praticamente uma estrada nova, com colocação de material, reforma de bueiro, pois estava com muitos pontos de alagamentos e precisava muito dessa reforma. A obra deve estar concluída nos próximos 90 dias.
O município possui ainda programa de açudagem no âmbito da Agricultura Familiar, cisternas, poços artesianos para atender comunidades das Pedras Brancas e Telho. O setor da agricultura tem três focos principais que são evoluir na irrigação, com melhorias do programa municipal, destravar licenciamentos. “Ninguém protege mais do que o proprietário que sabe que as terras são da sua família vão ficar para o seu filho, que gera o seu sustento, a sua renda e bota comida na sua casa”, ressalta. A preservação é importante, mas junto com uma barragem, uma contenção de água, vêm os animais e a natureza se expressa com muita força, gerando emprego e renda, ressalta. Em breve devem ser lançados programas municipais de sanidade animal, para envolver vacinas como brucelose, tuberculose e exames dos animais, e de irrigação,
A base econômica do município é a agricultura, com participação relevante da pecuária familiar, com vocação ovelheira, apresentada durante a Exposição de Ovinos Meia Lã, que vai para a 52ª edição, e Concurso de Borregas da Emater.
Também destaca as atividades da Jaguarleite, associação de produtores com seis sócios derivados do leite, uma bacia que ficou muito prejudicada com a saída da Cosulati, e acabaram migrando para o hortifrutigranjeiro. “Temos a Feira Municipal hoje de Agricultura Familiar e a Feira de Desenvolvimento Econômico, que juntam o empreendedor da cidade com o do campo. Dá para considerar que se tem um cinturão verde, com produção de morango e muitas outras na pequena propriedade, abastecendo nosso próprio município”, explica.
Há investimentos também em agroindústria, por meio do Consórcio da Azonasul. Barreiros destaca que Jaguarão, Pelotas e Rio Grande obtiveram a equivalência no Sistema de Inspeção Municipal (Sim) com o Sisb e o município possui uma agroindústria de mel habilitada a vender para todo o Brasil. “Através do município, uma inspeção bem feita oferece a equivalência para o produtor trabalhar e comercializar os produtos com segurança para o consumidor”, expõe.
A produção de soja já ultrapassou a de arroz nas grandes propriedades do município, mas o cereal continua a ser o carro-
chefe, com áreas consolidadas. O município incentiva a diversificação com trigo e milho, culturas que sofrem os efeitos das variações climáticas.
Nesta alternância de culturas, a questão é baixar custos. A soja entra como parceira do arroz, uma diminui o custo da outra. Ele salienta também a chegada de novos produtores, vindos do Norte do Estado, para produzir soja, que estão trabalhando, melhorando a economia e gerando emprego. “Jaguarão tem tecnologia, campos e produtores excelentes, para produzir arroz, soja, trigo, milho, hortifrutigranjeiros, nós estamos preparados, resta o mercado remunerar”, afirma.
Educação
O plus da educação jaguarense é um magistério valorizado, com professor trabalhando bem remunerado. Segundo Barreiros, o Executivo paga mais que o Estado, o que gera um clima muito bom nas escolas. A Prefeitura também investe valores altos no transporte escolar, fazendo transporte para o Estado, para as universidades em Pelotas e ensino técnico. “27% da despesa vai para a educação e o magistério representa metade dos funcionários da prefeitura”, diz. O município é responsável pelas Escolas Municipais de Ensino Infantil (E.M.E.I.s), creches e educação básica, mas também possui escolas estaduais fortes, o IFSul, que está virando campus, uma escola técnica binacional e uma universidade, a Unipampa. “Temos dois projetos dentro das escolas um de educação ambiental e financeira para professores e alunos”, ressalta.
Harmonia
A Prefeitura e Câmara de Vereadores mantêm uma relação amistosa. Dos nove vereadores, seis são da base, dos partidos MDB, PP, PSB. Outros três são filiados ao PDT e PT. “Teoricamente temos uma base para aprovar os projetos e o presidente é do MDB, o que é favorável ao governo”, diz. No entanto, o que não é aprovado é porque foi judicializado, uma estratégia da oposição para trancar projetos com os quais não concordam. “Apelam ao MP e Judiciário, fazendo exigências que atrasam o trâmite e as melhorias; e o que poderia sair em um ano, seis meses, demora dois, três”, avalia.
Reforma administrativa
Desde o governo anterior, o prefeito foi o que mais chamou funcionários do último concurso público, feito antes da pandemia e prorrogado até março deste ano. “Foram professores, técnicos, agentes administrativos, profissionais da área da saúde, monitores de escola, demanda que cresceu muito e acabou inflando a folha”, afirma o vice-prefeito. Barreiros garante que não houve aumento do número de cargos em comissão (CCs). “Fizemos uma reforma administrativa no início do ano, com dificuldade, com judicialização, criamos uma Secretaria de Gestão e Tecnologia que está funcionado ainda com um secretário interino, sem um adjunto, com pouca estrutura administrativa, mas com o respaldo dos gabinetes e com os agentes administrativos para conseguir funcionar e a Secretaria de Esportes, uma demanda grande da comunidade, com sete funcionários, CCs, funcionários do ginásio e do concurso”, lembra. “Estamos chegando ao final do ano com a folha dentro do limite prudencial e ajustada”, assegura.
A reforma aprovada na metade do ano também criou a Secretaria de Esportes, que funciona dentro do Ginásio Dario de Almeida Neves, o Ferrujão. “Esta equipe conseguiu viabilizar e retomar o Campeonato Citadino de Futsal, que no ano passado não ocorreu, uma grande resposta para a comunidade, com sucesso, premiação em dinheiro e ginásio lotado”, afirma. A Prefeitura trabalha agora na reforma do ginásio número 2, o Henricão, junto à Escola Espírito Santo, projeto que inclui vestiários, alojamentos e estrutura moderna.

Na primeira semana de novembro, foi retomado o Campeonato Municipal de Futebol de 11, que não era realizado há mais de dez anos. Jaguarão já teve três times disputando. “Temos uma emenda do deputado Daniel Trecziack (PSDB) de quase R$ 400 mil para reforma do nosso campo Mackenzie Rosa, que é o campo do Cruzeiro, com pista atlética, estrutura de vestiários, iluminação. Estamos fazendo o campeonato de despedida do campo raiz para um novo complexo de esportes, também fruto do trabalho da nova secretaria de Esportes”, finaliza.




