Jaguarão: Situação da Ponte Internacional preocupa autoridades

Ponte foi construída entre os anos de 1927 e 1930. (Foto: Divulgação)

A situação de um dos pontos turísticos de Jaguarão virou motivo de preocupação para autoridades do Brasil e do Uruguai. Construída entre os anos de 1927 a 1930, considerada o primeiro bem Binacional tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), primeiro patrimônio binacional reconhecido pelo Mercosul Cultural, a Ponte Internacional Barão de Mauá liga as cidades de Jaguarão e Rio Branco, no Uruguai.

Durante a semana, o vereador Luciano Barreto Terra (Progressistas) esteve no local e registrou alguns trechos visivelmente danificados com buracos enormes e profundos.
As fotos, tiradas do local foram encaminhadas para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), através do Poder Legislativo, explicando a situação e exigindo que medidas cabíveis fossem tomadas.

“Precisamos de uma ação emergencial, uma preocupação que não é só minha, mas também do Polo Transportador de Jaguarão, a grande preocupação é o que aconteceu em Uruguaiana. Uma viga da ponte cedeu e com isso a mesma foi interditada, restringindo o trafego, e não queremos que isso aconteça aqui. Uma futura intervenção da ponte irá prejudicar a economia dos dois países. Esse movimento está somente começando, terminando o período eleitoral vamos aumentar o movimento das empresas, entidades de classes e empresas com auxílio dos deputados estaduais”, disse o parlamentar.

História
A ponte foi construída entre os anos de 1927 e 1930. Medindo 2.113 metros de comprimento, sendo 340 metros sobre o rio Jaguarão, tendo 12 metros de largura. Na sua parte central existe uma via férrea com duas bitolas ladeada por duas faixas para veículos de três metros cada uma.

A Ponte foi financiada pelo Uruguai em decorrência de uma dívida de guerra com o Brasil. Naquela época, era a maior obra de infraestrutura em concreto armado sendo erguida na América do Sul e a primeira deste tipo construída entre os países da região para aproximá-los política, econômica e culturalmente.

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