Curta gaúcho dirigido por jaguarense se destaca na força da representatividade

Rodado em Porto Alegre, em dezembro de 2024, o curta tem como eixo central a maternidade e as vivências de uma família liderada por uma mulher trans e negra no sul do país. (Foto: divulgação)

*Com Informações da Assessoria de Imprensa

O curta-metragem Mãe, dirigido pelo jaguarense João Monteiro e protagonizado pela atriz e cantora Valéria Barcellos, consolida-se como um marco no cinema gaúcho e nacional. Após vencer o prêmio de Melhor Filme no 4º Festival de Cinema Negro de Santa Catarina, a obra foi selecionada para o Labriff – Festival Internacional de Orlando (EUA), ampliando sua trajetória além das fronteiras brasileiras.

O reconhecimento internacional vem mesmo sem o suporte de grandes distribuidoras ou a aprovação de festivais de grande renome, como Gramado ou Festival do Rio, reforçando que produções independentes e inclusivas também ocupam espaços de destaque. “É muito importante ver que Mãe tem circulado por diversos festivais e abrindo espaços para uma história tão sensível, sobre a maternidade travesti preta no Rio Grande do Sul – um estado marcado por uma característica conservadora, tanto internamente quanto no olhar de outros estados do Brasil. O filme vem trilhando um caminho bonito e significativo. Estamos muito felizes e com grandes expectativas, especialmente por termos conquistado o prêmio de Melhor Filme no 4º Festival de Cinema Negro de Santa Catarina, um marco para nós que somos do Sul, e pela seleção do filme no Labriff, em Orlando”, afirma Monteiro.

Rodado em Porto Alegre, em dezembro de 2024, o curta tem como eixo central a maternidade e as vivências de uma família liderada por uma mulher trans e negra no sul do país. Mais do que uma narrativa inovadora, Mãe torna-se histórico por colocar uma protagonista travesti negra na tela, algo inédito no cinema gaúcho.

A força do projeto também está em seu processo criativo: foi realizado com equipe majoritariamente formada por pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, pessoas pretas, indígenas e pessoas com deficiência (PCDs), reafirmando o compromisso com a diversidade dentro e fora de cena.

“Ganhar o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema Negro de Santa Catarina é um marco: um filme travesti e preto, feito no Sul, ocupando esse espaço tão importante”, diz Valéria Barcellos.

Além do prêmio máximo em Santa Catarina, Mãe acumula outras distinções: Festival de Cinema de Cuiabá – Cinemato: Melhor Atriz (Valéria Barcellos); 2º Close – Festival de Cinema LGBTQIAPN+ de Manaus: Melhor Filme; Festival de Curtas de Sumaré (SP): Menção Honrosa – Conjunto da Obra; e Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+: Melhor Atriz (Valéria Barcellos).

Com trilha original de Nina Mayers, fotografia de Sladká Meduza e produção viabilizada pela Lei Paulo Gustavo/RS, o curta segue ampliando seu alcance, reafirmando que a representatividade não apenas emociona, mas também conquista espaços importantes no Brasil e no mundo.