Cineasta jaguarense lança filme sobre representatividade trans

Idealizada por João Monteiro, a obra tem como protagonista a atriz e cantora gaúcha Valéria Barcellos e trata de maternidade e vivências de uma família comandada por uma mulher transsexual no RS. (Foto: divulgação)

O jaguarense João Monteiro está trazendo para o cinema gaúcho um filme sobre a representatividade transexual. O curta denominado “Mãe” foi rodado em Porto Alegre em dezembro de 2024 e começa sua trajetória rumo aos festivais e espaços de cinema. A equipe é composta majoritariamente por pessoas da comunidade LGBT+.

A obra tem como protagonista a atriz e cantora gaúcha Valéria Barcellos e trata de maternidade e vivências de uma família comandada por uma mulher transsexual no Rio Grande do Sul. Idealizado por Monteiro, o projeto foi criado com base inclusiva, ou seja, pensado para ter um set de filmagens diverso, em sua maioria, com pessoas LGBT+, mulheres, pessoas com deficiência, indígenas. “Eu estou muito feliz, pois temos grandes profissionais envolvidos no filme, em sua maioria mulheres, mulheres pretas, travestis, homens trans e tidos ocupando postos de comando, podendo dar vazão as suas criatividades num espaço de trabalho amistoso”, afirmou Monteiro.

O ator mirim Gustavo Batista, de 10 anos, que interpreta Zezim, filho do casal protagonista, é um menino trans que na obra performa a cisgeneridade, assim como Gustavo Deon, ator porto-alegrense. “É muito importante nós, pessoas trans, podermos interpretar papéis diversos, explorar possibilidades para além do gênero ou sexualidade. E o nosso projeto foi criado para isso, para explorar possibilidades e dar vozes e asas aos nossos anseios artísticos”, pontuou Valéria.

O curta tem assistência de direção de Mateus Gomes, graduado em cinema em Pelotas, trilha sonora original e som de Nina Mayers, também graduada em Pelotas, assim como o diretor e idealizador. A direção de fotografia é de Sladká Meduza, preparação de elenco de João Paulo Soares, figurino de Carolina Leão, direção de arte de Vanessa Rodrigues e direção de produção de Pamella Moreira. O projeto está sendo viabilizado com suporte da Lei Paulo Gustavo (LPG) Rio Grande do Sul de 2023.