Em reunião on-line, na manhã desta sexta-feira (8), gestores de Cerrito e Pedro Osório discutiram as perspectivas do projeto para realizar a previsão hidrológica em tempo real e o alerta antecipado de inundações no rio Piratini. Participaram o atual e o futuro prefeito de Cerrito, Douglas Silveira (PP) e Flavinho Vieira (PP), além do prefeito em exercício e o prefeito eleito de Pedro Osório, Cal Oliveira (PDT) e Ricardo Alves (MDB).
O projeto é liderado pelos professores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Samuel e Tamara Beskow, iniciado em setembro de 2023, para realizar a previsão hidrológica em tempo real e o alerta antecipado de inundações no rio Piratini, que separa as cidades de Pedro Osório e Cerrito. O rio tem uma história de enchentes, incluindo a devastadora enchente de 1992, que causou grandes estragos na região.
O estudo visa profissionalizar o sistema de previsão de inundações do rio Piratini, proporcionando mais agilidade e precisão nas previsões. Essas previsões já foram realizadas diversas vezes, com grande precisão, durante eventos de chuva intensa na região para avaliar a possibilidade de inundação do rio com reflexos nos dois municípios. Um exemplo recente foi a previsão de cota do rio nas chuvas ocorridas em setembro, nas quais o sistema de previsão indicou, com 20h de antecedência, uma cota máxima entre 11,5m e 12m. O valor observado foi de 11,67m no horário indicado pela previsão, ou seja, comprovando a confiabilidade das previsões realizadas.
O sistema de previsão hidrológica em tempo real é alimentado por dados sobre as características da bacia do rio Piratini, incluindo relevos, tipos de solo e vazão do rio. Além disso, o sistema também leva em conta as previsões de chuva para alertar sobre possíveis inundações com dias de antecedência.
A reunião tratou de melhorias no sistema de monitoramento hidrológico do rio, na ponte que interliga os municípios e, também, no monitoramento de chuva em outros municípios da bacia. Também foram discutidas perspectivas para a sequência do projeto.
Com o aprimoramento do projeto, os gestores esperam reduzir os impactos das enchentes e melhorar a qualidade de vida dos moradores da região. A parceria entre os futuros gestores e a universidade é um passo importante para proteger as comunidades locais contra os desastres naturais e para promover a resiliência climática.




