Falta de luz segue prejudicando moradores do interior de Cerrito

Após as tempestades, que danificaram as redes de eletricidade em março, as condições de fornecimento de energia se tornaram ainda mais precárias. (Foto: Celestino Garcia/JTR)

A falta de luz já se tornou algo rotineiro no cotidiano de milhares de produtores, agricultores e munícipes espalhados nos três distritos do interior de Cerrito. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município tem população de 5.808 habitantes e estima-se que ao menos a metade desses moradores residam em regiões constantemente atingidas. Após as tempestades que danificaram as redes de eletricidade em março, as condições de fornecimento de energia se tornaram ainda mais precárias.

As chuvas e ventos nos últimos meses são um agravante para os habitantes que, atualmente, relatam ficar até cinco dias sem luz por conta da inoperância da CEEE Equatorial. No mês de abril, por exemplo, em algumas localidades os moradores ficaram 20 dias sem o serviço. Esse problema seria causado tanto pelo difícil acesso aos locais danificados quanto pelas redes elétricas que, por estarem danificadas em algumas localidades, acabam cedendo com a influência dos fenômenos climáticos em maiores proporções.

Na maior parte das localidades, o gerador à gasolina tornou-se uma ferramenta fundamental e indispensável para as pessoas que necessitam da energia elétrica para além de fins pessoais, como para trabalhar, estocar comida e medicamentos, e outras tarefas comuns, que acabam se tornando complexas na ausência da luz.

No início de abril, as autoridades do Poder Público municipal e da Zona Sul levaram suas demandas até a sede da concessionária em Porto Alegre. Entre elas, a necessidade de maior eficácia por parte da empresa na prestação de serviço na região e mais equipes de apoio com maior agilidade para atuarem no serviço de campo. Porém, as quedas de luz continuam sendo um entrave para essa população que, em muitas vezes, quando não está enfrentando uma falta total de energia, o serviço é fornecido apenas em fase única, o que também prejudica os clientes. Com isso, o município ingressou com uma Ação Civil Pública que ainda está tramitando na Justiça.

Como alternativa, nas últimas semanas, os moradores criaram grupos no WhatsApp para se comunicarem sobre os locais onde existe a presença de equipes da Equatorial atuando.

Essa ação teria como finalidade avisar e solicitar serviço também em outras localidades, uma vez que na maioria das vezes são os próprios moradores que indicam os locais que necessitam de reparos. Então, acompanham os servidores até a outra localidade com danos, onde outro morador já aguarda de prontidão para tentar auxiliar e amenizar essa realidade enfrentada por muitos.

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