Capão do Leão: Igreja Matriz Santa Tecla completa 120 anos e tem possibilidade de tombamento

Igreja Matriz Santa Tecla fica localizada na avenida Narciso Silva (Foto: Gerson Baldassari/JTR)

A Igreja Matriz Santa Tecla, localizada na avenida Narciso Silva, 1490, completa no dia 23 de setembro, 120 anos de existência. A data é consagrada à padroeira Santa Tecla, que tem seu nome associado também a diversos estabelecimentos na cidade, tais como avenida, escola, cemitério e até time de futebol.

O vereador Paulo Renato Miranda, atual presidente da Câmara, levantou a possibilidade de tombamento do prédio, onde em seu local foi erguida, em 1901, uma capela em homenagem à santa, pela baronesa de Santa Tecla, Dona Amélia Gomes de Melo, cujo marido, o barão de Santa Tecla, Joaquim da Silva Tavares, havia falecido no ano anterior, em 17 de novembro.

Em 1903, antes de ser erguida a igreja, no dia 10 de dezembro, foi realizada a 1ª Festa da Padroeira, sob a patronagem dos filhos do barão e da baronesa. A pedra fundamental da igreja foi lançada em fevereiro de 1915, junto com a escola, em terras doadas pela família. A Paróquia de Santa Tecla, sob a jurisdição da Arquidiocese de Pelotas, foi fundada em 25 de dezembro de 1983 e congrega 18 comunidades do município, sendo a Matriz.

Miranda já encaminhou pedido de providências para o tombamento, que depende do cumprimento de uma série de exigências pelos diversos setores da Prefeitura. A iniciativa inclui, também, o erguimento de uma imagem da padroeira no local da antiga pedreira, área da extinta Empresa da Pedreira Municipal (Empem), cedida em comodato ao município por 30 anos e que deve ser transformada em parque municipal.

A ideia, segundo o vereador, é utilizar a área que ficará aos pés da imagem para a realização das comemorações anuais em homenagem à padroeira. Neste mesmo local, ele estuda a possibilidade de construir uma réplica da famosa Pedra da Bandeira, um importante símbolo do município e que assinala os primórdios da localidade.

Pároco há dez anos na comunidade, o padre Elpídio Pelegeiro adianta que mesmo diante das restrições impostas pela pandemia, para marcar o dia da padroeira deve ocorrer, pelo menos, um tríduo e uma missa no dia 23 de setembro. “Em maio faremos uma reunião”, diz. Atualmente, as missas são presenciais com número reduzido de participantes.

*Recortes da história
– O atual templo de Santa Tecla foi construído em 1901;
– O povo ajudou muito, mas com grande doação da baronesa de Santa Tecla;
– Na sacristia atual há duas placas de mármore com as inscrições: comissão de edificação; pres. Lourenço F. Vinholes; Sec. José Gonçalves Jor; Tes. Pedro Alvarez; Fisc. Thomaz Aquino. Esta obra foi feita com grande auxílio da Exma. baronesa e do povo;
– O barão Joaquim da Silva Tavares e a baronesa Amélia Gomes de Mello da Silva Tavares sobreviveram pouco à inauguração. Doaram o harmônio, os vasos sagrados e as alfaias para a liturgia;
– O sino teria sido o da charqueada do barão;
– A imagem de Santo Expedito foi trazida de Roma pelo casal embaixador junto à Santa Sé, doutor Bruno Gonçalves Chaves e dona Cassimira Garcia Chaves;
– A imagem foi abençaoda pelo santo padre São Pio X;
– Santa Rita de Cássia foi doada pelo doutor Dario da Silva Tavares e sua filha Gilda que conta: “No dia 22/05/1923, na Revolução dos Maragatos e Chimangos ouviram um barulho no galpão. De armas em punho, quase o pai por engano mata a filha. Devotos de Santa Rita, a ela atribuíram o milagre. Nada aconteceu;
– No dia 22/05/1924 fizeram grande festa de ação de graças;
– O doutor Dario se converteu e celebraram uma santa missa e depois um grande churrasco para todo o povo.

*Colaborou Padre Elpídio Pelegeiro, atual pároco

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