Maior produtor de tabaco do país, Canguçu deve apresentar queda na produção

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu estima uma redução de 20% nesta safra. (Foto: Liziane Stoelben/JTR)

No entanto, produtores estão satisfeitos com preços pagos pelas fumageiras

Um levantamento realizado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em setembro de 2021, apontou Canguçu como o maior produtor de tabaco do sul do país, posição que já ocupou em outros anos. Os dados anuais são divulgados ao final de cada safra e, conforme apontado, o município produziu 22,9 mil toneladas. Em comparação ao ano anterior, a safra de 2021/2022 tende a apresentar queda em números de produção.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu estima que a safra 2021/2022 apresente uma redução de 20% na produção. O período de fechamento deste ano deve chegar a 17 mil toneladas, com queda de 5 mil toneladas em relação a última safra que somava 5,3 mil produtores rurais, atuando em mais de 8,7 mil hectares.

Custos de produto
Em janeiro deste ano, alguns produtores se manifestaram contrários ao valor de pagamento proposto pelas fumageiras para a safra. O assunto já vinha sendo tratado em reuniões entre a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e empresas do setor. A proposta de reajuste do preço, por parte da representação dos produtores, considerava as oscilações nos custos de produção, sustentabilidade dos agricultores e perdas provenientes do clima.

Após realizados os encontros ao longo do mês de janeiro, os últimos dias foram marcados pela finalização do preço. Com a JTI ficou definido um reajuste de 19,25% para o Virgínia e o Burley e R$ 1 de complemento para as classes de Virgínia, com qualidade superior, como plus. A BAT fechou no início de fevereiro, com 18,79% linear, com readequação de valor de algumas classes.

Perdas
O Rio Grande do Sul vem apresentando grandes perdas nos setores agrícolas, desde o começo de 2022, em decorrência da estiagem e queda de granizo. O problema que assola o estado também repercutiu na produção do fumo. De acordo com Delair Radke, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Canguçu, as consequências não estão sendo enfrentadas por todos.

Diretor do Sindicato, Delair Radke aponta que perdas são mais elevadas em
algumas regiões, que tiveram queda de granizo e temporais. (Foto: Liziane Stoelben/JTR)

“Algumas regiões tiveram granizo e temporais. Nessas, as perdas foram mais elevadas, quase de 100%. Mas são poucas propriedades atingidas”, conta. Ele ainda informou que, neste momento, os produtores estão demonstrando satisfação com o preço pago pelas fumageiras, a porcentagem colhida está em termo de 65% e a qualidade da planta vem se apresentando como boa.

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