Criminosos usam dados de defensores públicos e advogados para aplicar golpes no RS

Defensoria Pública e OAB alertam para falsas cobranças, pedidos de Pix e promessas de liberação de valores judiciais. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

*Com informações da Assessoria de Imprensa

Criminosos têm usado indevidamente dados de defensores públicos e advogados para aplicar golpes em cidadãos no Rio Grande do Sul. A Defensoria Pública do Estado (DPE-RS) alerta que estelionatários se passam por representantes da instituição ou por profissionais da advocacia para solicitar pagamentos, repasse de informações pessoais ou prometer a liberação de valores judiciais inexistentes.

Segundo a DPE-RS, os golpistas recorrem a nomes, fotos e números reais de registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para conferir aparência de legitimidade às abordagens. Também é comum a criação ou clonagem de perfis em aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, usados para simular contato profissional.

Entre as práticas mais recorrentes estão a cobrança de honorários ou taxas que não existem e a promessa falsa de liberação de valores mediante pagamento antecipado. Há ainda fraudes direcionadas a empresas, com pedidos urgentes de transferências bancárias, e golpes contra familiares de pessoas presas, explorando situações de vulnerabilidade emocional.

A Defensoria Pública afirma que todos os seus serviços são gratuitos e que a instituição não solicita transferências bancárias, pagamentos via Pix nem o envio de dados sensíveis, como senhas ou informações bancárias, por telefone ou aplicativos de mensagens. Em caso de suspeita, a orientação é procurar os canais oficiais da DPE-RS. O atendimento telefônico pode ser feito pelo número 129, com ligações gratuitas, ou presencialmente na unidade mais próxima.

A OAB do Rio Grande do Sul também orienta que clientes confirmem se o contato recebido corresponde aos canais previamente informados por seus advogados ou escritórios. A entidade recomenda ainda que não sejam compartilhados dados pessoais, financeiros ou documentos antes de contato direto com o profissional pelos meios oficiais, além de desconfiar de cobranças urgentes ou pedidos de Pix, especialmente quando associados a supostos créditos judiciais, liberação de valores ou custas inesperadas.

A Defensoria Pública reforça a importância de registrar ocorrência em caso de tentativa de golpe. O boletim pode ser feito pela Delegacia Online da Polícia Civil.