
Localizado a 250 quilômetros de Porto Alegre e 39 de Pelotas, a 290 metros de altitude, Arroio do Padre é um município enclave – localizado dentro dos limites de Pelotas -, que teve sua emancipação política em 17 de abril de 1996, data em que é comemorado o aniversário da cidade.
A Colônia de Arroio do Padre, como a grande maioria, surgiu espontaneamente, isto é, não houve, por assim dizer, um ato de fundação. Inicialmente, pertencia ao município de São Lourenço do Sul, sendo incorporado a Pelotas em 1890, ao 2º Distrito e, posteriormente, passou a integrar o 6º Distrito de Santa Silvana. Após a emancipação, os primeiros representantes do Executivo e Legislativo foram eleitos em outubro de 2000. O primeiro prefeito foi Almiro Buss (PDT) tendo como vice Gilnei Fischer, do antigo Partido da Frente Liberal (PFL).
Com uma população de 2.951 habitantes, a maioria dos moradores, denominados arroio-padrenses, é descendente de pomeranos e em várias casas ainda se fala o dialeto trazido da Pomerânia – região histórica da Alemanha, hoje pertencente à Polônia. O pomerano (pommersch) é uma variante do baixo-alemão, também conhecido como plattdeutsch.
Apesar da referência católica no nome do município, com a palavra padre, mais de 85% dos habitantes é protestante, com predominância de membros das igrejas luteranas (IECLB, IELB e a IELI), que representam cerca de 69,34%. Os católicos por sua vez chegam a menos de 8%.
A origem da denominação advém do nome do organizador e primeiro administrador de Feitoria, o padre Francisco Xavier Prates. Ele era professor do Mosteiro de São Bento e do Convento Santo Antônio, no Rio de Janeiro, tendo falecido em 1784. Era irmão de Paulo Xavier Rodrigues Prates, que foi proprietário da região da cidade de Canguçu, da ilha da Feitoria e de todo o primitivo Rincão do Canguçu, conforme mapa elaborado por Alberto Coelho da Cunha, refletindo as sesmarias concedidas em Pelotas.
O município é cortado pela rodovia ERS 737, a popular Federeca, que o liga à BR 116. Além disso, em uma distância percorrida em aproximadamente 32 minutos, leva até a zona urbana de Pelotas. Sua economia está voltada à atividade agropastoril e a principal produção é o fumo. São cultivadas ainda hortaliças, soja e milho, e criações de gado leiteiro e de frangos, para produção de ovos e carne. Há o incentivo ao cultivo de frutas, tais como o caqui, a maçã, a pitaya e outras.

O município tem como características o minifúndio e a policultura. É formado por pequenas propriedades rurais, cada uma em torno de 20 hectares, sendo cultivadas com mão de obra familiar.
A região também é conhecida pelo seu turismo ecológico, dispondo de parques com infraestrutura para receber e hospedar visitantes ao município. O contato direto com a natureza, desperta a importância dos cuidados com o meio ambiente e proporciona momentos de lazer, como o refrescante banho de arroio, caminhadas, trilhas, escaladas e rapel.
Entre as atrações estão o camping Paraíso, de Ari Venzke, localizado próximo à sede do município. Destaque ainda para as cachoeiras como a do Camboatá, parque aquático Rua 15, Moinho das Pedras e o Parque Ecológico Recanto dos Coswig. Recentemente, o município foi incluído no Mapa Brasileiro do Turismo.
Já consagrada, a maior festa ocorre em abril, quando recebe grande número de visitantes, convidando-os a participar da cultura da região: a Festa Regional do Caqui e da Maçã. O município também conta com um grupo de danças folclóricas alemãs, o KornBlumme, mantendo as raízes germânicas da comunidade.



