
Com mais de 40 anos de atividades em família ligadas ao agronegócio, o produtor José Flávio Vieira Filho é um entusiasta da Festa Municipal do Leite Jersey de Cerrito. Criador da raça, para ele o evento serve como estímulo ao produtor.
A Festa, em sua 16ª edição, será realizada no sábado (22) e domingo (23) no Passo do Santana, 3º Distrito, com acesso no km 42 da BR 293.

rebanho de 46 rústicos da raça, com 18 atualmente em produção. (Foto: Adilson Cruz/JTR)
“É muito positivo [Festa do Leite], permite troca de informações e promove integração do setor”, responde ele, que junto com o pai, o ex-prefeito José Flávio Vieira, aliado e padrinho político do atual mandatário de Cerrito, Douglas Silveira (Progressistas), é responsável pela produção leiteira da cabanha Império do Jersey, de 36 hectares, onde mantém um rebanho de 46 rústicos da raça – 18 atualmente em produção.

Grande Campeã Reservada da 96ª Expofeira Pelotas. (Foto: Adilson Cruz/JTR)
Para a exposição de gado leiteiro da Festa, ele vai levar três exemplares. Dentre essas, a vaca Grande Campeã Reservada da 96ª Expofeira Pelotas, segunda colocada no concurso leiteiro do evento realizado na primeira semana deste mês no Parque de Exposições Ildefonso Simões Lopes, onde produziu 38,9 litros de leite.
A performance, segundo Flavinho, como é conhecido, deve-se ao investimento na genética do rebanho, a fim de aumentar a produtividade. Na propriedade, a média de produção é de 19 litros por animal ao dia. A produção é vendida a Lactalis, multinacional francesa do mercado de alimentos, que fornece para marcas como Batavo, Elegê, Santa Rosa e Itambé, dentre as mais conhecidas do mercado consumidor gaúcho e regional.

de informações e promove integração do setor. (Foto: Adilson Cruz/JTR)
“É uma atividade de altos e baixos”, aponta. Atualmente, segundo ele, em baixa. Em setembro, o Conseleite RS, organização que reúne produtores e uniformiza dados de custos, volume, produção e mercado, indicava preço de R$ 2,27 o litro ao produtor. Estava 3,30 em agosto.
“Faltam políticas públicas”, queixa-se o ex-prefeito. “O mercado impõe o preço 45 dias depois de recolher a produção nas propriedades”, pontua.



